Herdeiro da bilionária varejista Mango é preso suspeito por morte de pai em montanha
Uma prisão nesta terça-feira, 19, ganhou as manchetes na Espanha e abalou o mundo da moda. A polícia da catalunha prendeu Jonathan Andic, filho de Isak Andic, fundador da rede varejista Mango, por suspeitas em envolvimento em sua morte nas montanhas de Barcelona 18 meses atrás.
Andic morreu aos 71 anos após cair de 100 metros num desfiladeiro enquanto praticava escalada com Jonathan. O episódio foi inicialmente tratado como acidente, mas fontes do jornal espanhol El País informaram que a polícia vinha investigando as circunstâncias da mortes.
Isak Andic nasceu em Istambul em 1953 e emigrou para a Espanha nos anos 60. Começou sua carreira no varejo com a venda de camisetas até abrir a primeira loja Mango em 1984. Ele morreu deixando uma fortuna estimada em 4,5 bilhões de euros, segundo o jornal Financial Times.
"Ele viu que precisávamos de corto, estilo", disse o diretor global de varejo da companhia, César Vicente, à agência France-Presse em março do último ano.
A situação da Mango
Ao longo das décadas, a Mango se consolidou como uma das concorrentes da Inditex, dona da Zara. A estratégia priorizava produtos premium com escala.
Deu certo por muito tempo, e a empresa anunciou em 2023 planos de faturar 4 bilhões de euros em 2026. Em 2025 a companhia faturou 3,8 bilhões de euros.
Nos últimos anos, porém, sofreu com a concorrência de gigantes digitais focadas em preços baixos, como Shein e Temu.
Em janeiro do ano passado, a companhia anunciou Toni Ruiz como novo líder, no lugar de Andic. Manel Adell, ex-CEO da concorrente
Desigual também foi indicado para o conselho de administração, numa tentativa de reconstruir a governança da companhia.
Jonathan virou CEO da Mango em 2014, mas uma série de resultados ruins levaram o pai a retomar o controle e nomear o executivo Toni Ruiz como CEO, em 2020.
Com a morte do fundador, Ruiz, dono de 5% da empresa, assumiu o conselho de administração. O restante das ações segue nas mãos da família.
Jonathan, preso nesta terça, não tem cargo na empresa desde 2025, mas representava os Andic no conselho de administração.
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