Homens jovens puxam a demanda global por tecnologias de bem-estar, diz relatório
Homens e adultos com menos de 35 anos estão à frente da expansão global das tecnologias de bem-estar. É o que indica um levantamento da BON CHARGE, que entrevistou 7.000 pessoas nos Estados Unidos, Reino Unido, Emirados Árabes Unidos e Austrália.
O estudo trata de ferramentas como terapia com luz vermelha, bloqueadores de luz azul, sauna de infravermelho e dispositivos de terapia eletromagnética (PEMF, na sigla em inglês), que são vendidos pela empresa e viraram parte da rotina de alguns consumidores.
A adesão é recente. Em todas as categorias, mais de 80% dos usuários passaram a usar essas tecnologias nos últimos dois anos. Entre os usuários de luz vermelha, o índice chega a 86%. Nos bloqueadores de luz azul, a taxa é de 82%. A sauna de infravermelho está no mesmo patamar, com dois em cada três usuários iniciando o uso no último ano.
Os bloqueadores de luz azul aparecem como a tecnologia mais difundida, com cerca de 35% dos entrevistados afirmando que já utilizaram esse tipo de dispositivo, número próximo ao da terapia com luz vermelha, com 34%. Parte dos usuários relata uso contínuo há mais de dois anos.
No caso da tecnologia PEMF, dois terços dos usuários globais começaram a usar esse tipo de dispositivo no último ano. As vendas desses equipamentos da própria BON CHARGE cresceram 86% no período, segundo a empresa.
O que são essas tecnologias?
A terapia com luz vermelha utiliza comprimentos de onda específicos para atingir camadas da pele e do tecido muscular. É associada a recuperação física e, mais recentemente, a cuidados estéticos.
Os bloqueadores de luz azul, por sua vez, são óculos ou dispositivos que filtram a luz emitida por telas, para reduzir o impacto desses estímulos visuais na qualidade do sono, especialmente à noite.
A sauna de infravermelho usa calor gerado por essa luz específica, que aquece o corpo de forma mais direta do que as saunas tradicionais e auxilia mais intensamente na recuperação e relaxamento.
Já os dispositivos PEMF emitem pulsos de baixa frequência que atravessam o corpo. São usados com a proposta de auxiliar na recuperação muscular e no alívio de dores sem a necessidade de procedimentos invasivos.
Quem está usando
Em quase todos os mercados analisados, pessoas abaixo dos 35 anos concentram a maior parte dos adeptos. A exceção aparece nos Emirados Árabes Unidos, onde o uso também é alto entre adultos na faixa dos 30 e 40 anos.
O uso é mais disseminado entre homens, com diferença mais clara nos Estados Unidos e na Austrália. No Reino Unido, a terapia com luz vermelha tem leve predominância feminina, com 27% das mulheres afirmando que usam, ante 24% dos homens.
Nos Emirados Árabes Unidos, os níveis de engajamento são mais altos. Cerca de 61% dos entrevistados já utilizaram terapia com luz vermelha, enquanto 57% relataram uso de dispositivos de bloqueio de luz azul.
Nos Estados Unidos, 32% dos adultos já utilizaram terapia com luz vermelha, com maior presença entre pessoas de 18 a 34 anos.
E por que estão usando
Segundo o CEO da BON CHARGE, Andy Mant, o avanço está ligado à busca por recursos que acelerem os resultados de bem-estar. "As pessoas estão cada vez mais preocupadas com seu bem-estar geral e, como resultado, buscam ferramentas acessíveis que ofereçam múltiplos benefícios", afirmou no relatório.
Mesmo em busca de benefícios diversos, é seguro dizer que a principal motivação de uso mudou ao longo do tempo. Antes, a terapia com luz vermelha era associada à recuperação muscular e ao alívio de dores, mas hoje é mais utilizada por questões estéticas.
Além disso, em três dos quatro mercados que foram estudados, os cuidados com a pele aparecem como carro-chefe, com a máscara facial de luz vermelha eleita o item mais usado dentro da categoria.
Há também a influência digital: nos Emirados Árabes Unidos, quase metade dos usuários de luz vermelha afirma ter começado após ver recomendações online.
Outro fator interessante é a adesão às tecnologias de bem-estar para driblar outras tecnologias: segundo o relatório, o desconforto causado pelo uso prolongado de telas aparece como um dos fatores ligados ao aumento do uso de bloqueadores de luz azul.
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