Hotel de onde Trump saiu após tiros foi palco de atentado contra Reagan em 1981
Mais de quatro décadas após o então presidente dos Estados Unidos Ronald Reagan sobreviver a uma tentativa de assassinato no hotel Washington Hilton, em Washington, o local voltou a registrar momentos de tensão na noite deste sábado, 25, durante o jantar da Associação de Correspondentes da Casa Branca com Donald Trump.
O hotel ficou associado ao ataque ocorrido em 30 de março de 1981. Na ocasião, John Hinckley Jr. disparou seis tiros contra Reagan em poucos segundos. Um dos projéteis ricocheteou na limusine presidencial antes de atingir o presidente no tórax, deixando-o gravemente ferido.
Outras três pessoas também foram atingidas, incluindo o então secretário de imprensa James Brady, um policial e um agente do Serviço Secreto.
Reagan foi levado ao hospital da Universidade George Washington, onde passou por cirurgia e sobreviveu. Hinckley foi preso no local e, posteriormente, considerado inocente por motivo de insanidade, conforme registros históricos do The New York Times.
Ele permaneceu por mais de 30 anos internado em um hospital psiquiátrico em Washington. Em 2016, foi autorizado a deixar a instituição para viver com a mãe, na Virgínia, sob restrições judiciais. Após a morte dela, em 2022, a Justiça dos Estados Unidos suspendeu as últimas medidas impostas a Hinckley, apesar da oposição da família de Reagan.
O caso ganhou repercussão e chamou a atenção do público porque o crime teria sido motivado pela tentativa de impressionar a atriz Jodie Foster, que no ano anterior estrelou o filme Foxes (lançado no Brasil como “Gatinhas”) e já era conhecida por sua atuação em Taxi Driver.
De Reagan a Trump
Passados 45 anos, na noite deste sábado, 25, o atual presidente dos EUA Donald Trump foi retirado às pressas do mesmo hotel após relatos de disparos durante o jantar da imprensa, o que provocou pânico entre os presentes e mobilizou uma resposta imediata das forças de segurança.
Sentado à mesa principal, Trump reagiu ao barulho enquanto a primeira-dama, Melania Trump, buscava proteção. De acordo com a imprensa internacional, logo após o que foi descrito como tiros, convidados passaram a se abaixar enquanto orientações de segurança eram ouvidas no salão.
Agentes do Serviço Secreto, com armas em punho, cercaram o presidente e o retiraram do palco por uma saída nos fundos. No salão, ainda conforme relatos da mídia, a música foi interrompida e o ambiente ficou em silêncio enquanto equipes de segurança se deslocavam entre as mesas para isolar a área.
Após o incidente, Trump afirmou nas redes sociais que foi “uma noite intensa” e elogiou a atuação das forças de segurança. Em coletiva de imprensa na Casa Branca, descreveu o autor do ataque como um “lobo solitário” e "uma pessoa muito doente".
Trump também disse que um agente do Serviço Secreto foi atingido durante o episódio, mas que o colete à prova de balas evitou ferimentos graves. O atirador foi detido e, de acordo com o The New York Times, foi identificado como Cole Tomas Allen, de 31 anos, residente na Califórnia.
O Washington Hilton costuma permanecer aberto ao público durante o jantar, permitindo a circulação de hóspedes e visitantes nas áreas comuns. O esquema de segurança se concentra principalmente no salão onde ocorre o evento, com controle de acesso mais restrito apenas para os participantes.
Em anos anteriores, essa configuração já permitiu episódios de interrupção em áreas públicas do hotel, como protestos e manifestações, com participantes exibindo cartazes ou realizando ações antes de serem retirados pelas equipes de segurança.
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