Ibovespa cai mais de 2% e dólar dispara com avanço do petróleo e tensão no Irã

Por Clara Assunção 20 de Março de 2026 👁️ 0 visualizações 💬 0 comentários
Ibovespa cai mais de 2% e dólar dispara com avanço do petróleo e tensão no Irã

O Ibovespa ampliou a queda no início da tarde desta sexta-feira, 20, e, por volta das 13h40, o principal índice acionário da B3 recuava 2,04%, aos 176.592 pontos, refletindo um ambiente de forte aversão a risco nos mercados globais.

Nesse horário, apenas três empresas registravam desempenho positivo: Cemig, Prio e Yduqs, evidenciando a pressão generalizada sobre os ativos brasileiros.

O movimento negativo ganhou força com a virada das ações da Petrobras (PETR3 e PETR4), que, após abrirem em leve alta, passaram a cair mais de 3%, exercendo forte impacto sobre o índice devido ao seu peso relevante. A Vale (VALE3) também operava em queda, recuando 1,67%, assim como os papéis dos grandes bancos, ampliando as perdas do Ibovespa.

No câmbio, o dólar também intensificava a alta, subindo 1,37% frente ao real, cotado a R$ 5,288, em meio à busca por proteção diante das incertezas externas.

O cenário internacional segue no centro das atenções. A escalada de novos ataques entre Israel e Irã voltou a elevar a tensão geopolítica, aumentando a aversão ao risco nos mercados. Ao mesmo tempo, crescem as preocupações com os impactos inflacionários globais, especialmente diante da alta dos preços de energia, o que reforça as expectativas de manutenção de juros elevados por mais tempo nas principais economias, como Estados Unidos e Europa.

O movimento de ajuste também é potencializado pela proximidade do fim de semana, período em que investidores tendem a reduzir posições para evitar exposição a eventuais surpresas negativas no conflito.

Nesse contexto, os preços do petróleo voltaram a subir. O barril do Brent avançava 1,08%, a US$ 109,81, enquanto o WTI subia 2,04%, a US$ 98,10, refletindo temores renovados sobre a oferta global da commodity.

Bolsas globais pressionadas

No exterior, o tom também é negativo. As bolsas na Ásia encerraram, em sua maioria, em queda nesta sexta com a guerra no Oriente Médio e as interrupções no fornecimento de energia mantendo os investidores apreensivos.

Os mercados da China continental lideraram as perdas, com quedas de 1,24% do índice Xangai Composto, e de 1,18% do Shenzhen Composto.

O recuo das bolsas no papis também refletiu a decisão do Banco Central Chinês (PBoC) de deixar suas principais taxas de juros inalteradas, a exemplo do que fizeram outros grandes bancos centrais nesta semana, incluindo o Federal Reserve (Fed), o Banco Central Europeu (BCE), o Banco da Inglaterra (BoE) e o Banco do Japão (BoJ).

Em Hong Kong, o Hang Seng caiu 0,88% e o Taiex recuou 0,43% em Taiwan. No Japão, não houve pregão por conta do feriado nacional. A exceção foi índice sul-coreano Kospi, que subiu 0,31%. Na Oceania, a bolsa australiana também ficou no vermelho, com baixa de 0,82% do S&P/ASX 200.

Já na Europa, as bolsas encerraram sem direção única, mas próximas da estabilidade. O FTSE 100, de Londres, fechou praticamente estável, com leve alta de 0,03%, enquanto o DAX, de Frankfurt, caiu 0,33% e o CAC 40, de Paris, recuou 0,13%. O índice pan-europeu Stoxx 600 também terminou perto da estabilidade, com leve baixa de 0,04%, aos 583,43 pontos.

No pré-mercado dos Estados Unidos o desempenho é negativo no mesmo horário. O índice Dow Jones registra queda de 0,26%, mesmo percentual negativo do S&P. A Nasdaq recua 0,25% antes da abertura oficial das negociações.

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