Ibovespa e dólar andam de lado à espera de desdobramentos da guerra no Irã
O Ibovespa abriu as negociações desta segunda-feira, 6, praticamente estável, em um cenário ainda marcado pela cautela no exterior. Às 10h11, o principal índice da B3 avançava 0,24%, aos 188.500 pontos. O movimento é semelhante no câmbio, com o dólar andando de lado, com leve recuo de 0,17%, cotado a R$ 5,151.
Entre os destaques positivos do pregão, as ações da Prio (PRIO3) lideravam os ganhos, com alta de 5,63%, seguidas por Brava Energia (BRAV3), que subia 3,18%. Os papéis da Petrobras (PETR3 e PETR4) também figuravam entre as maiores altas, com avanço superior a 1%, ajudando a sustentar o índice no campo positivo.
A Vale (VALE3) registrava leve alta de 0,83%, enquanto os grandes bancos operavam sem direção única. As units do BTG (BPAC11) avançavam, mas as ações preferenciais do Itaú (ITUB4) recuavam 1,21%, assim como as do Bradesco (BBDC4), com queda de 1,41%.
Mercado à espera de nova coletiva de Trump
O noticiário internacional segue no radar dos investidores, especialmente diante da coletiva de imprensa do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, marcada para as 14h desta segunda, com atualizações sobre o conflito com o Irã. A evolução da guerra no Oriente Médio, que entrou em 38° dia, continua sendo o principal vetor para os preços dos ativos.
Os preços do petróleo, que vinham em forte alta, mostravam acomodação nesta sessão. O WTI recuava para abaixo de US$ 112 por barril, após ter atingido US$ 115,5 mais cedo, enquanto o Brent caía també, girando ao redor de US$ 108 por barril.
Segundo análise de Marianna Costa, economista da Mirae Asset, o fim de semana foi marcado por nova escalada retórica. Trump voltou a ameaçar o Irã, afirmando que o país deve reabrir o Estreito de Ormuz "ou passará a viver no inferno", mencionando ainda a possibilidade de ataques a usinas de energia a partir de terça-feira.
Ao mesmo tempo, surgiram notícias de negociações envolvendo Irã, Estados Unidos e mediadores regionais para um possível cessar-fogo de 45 dias, que incluiria a reabertura do estreito e um acordo nuclear em troca de alívio de sanções.
No mercado de juros, o rendimento do Treasury de 10 anos avançava para 4,36%, o maior nível em cerca de uma semana, em meio à expectativa de manutenção da taxa básica pelo Federal Reserve (Fed) ao longo do ano, reforçada por dados mais fortes do mercado de trabalho americano. O índice DXY rondava os 99,96 pontos, enquanto o euro permanecia estável em US$ 1,152.
Agenda do mercado
A agenda do dia inclui a divulgação do índice ISM de serviços dos Estados Unidos, referente a março, em uma sessão com liquidez reduzida na Europa por conta de feriados. Ao longo da semana, os investidores acompanham indicadores importantes de inflação, como o PCE na quinta-feira e o CPI na sexta-feira nos EUA, além da ata do FOMC na quarta-feira.
No Brasil, o foco também recai sobre a inflação, com a divulgação do IPCA prevista para sexta-feira pelo IBGE. Ainda nesta segunda-feira, a FGV divulga o IPC-S da primeira quadrissemana de abril, enquanto o Banco Central apresenta a pesquisa Focus e a balança comercial semanal. A S&P Global também publica os PMIs de serviços e composto de março.
O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, participa nesta segunda-feira do XII Seminário Anual de Política Monetária, promovido pelo FGV Ibre, no Rio de Janeiro. A autoridade monetária também realiza leilões de até 50 mil contratos de swap cambial para rolagem de vencimentos em maio de 2026 e oferta até R$ 5 bilhões em operações compromissadas de três meses.
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