Ibovespa ensaia recuperação com apoio de bancos e Vale; dólar recua

Por Ana Luiza Serrão 2 de Junho de 2026 👁️ 0 visualizações 💬 0 comentários
Ibovespa ensaia recuperação com apoio de bancos e Vale; dólar recua

O Ibovespa avança nesta terça-feira, 2, após fechar em queda na véspera pela quinta sessão consecutiva. Às 11h, o principal índice acionário da B3 subia 0,58%, aos 173.195 pontos. As principais ações do índice mostram recuperação hoje. Já no exterior, o clima é mais favorável ao risco, com os investidores acompanhando dados de inflação da zona do euro e indicadores do mercado de trabalho dos Estados Unidos.

No mercado do câmbio, o dólar registrava queda de 0,16%, cotado a R$ 5,015.

Dos 79 papéis que compõem o Ibovespa, pelo menos 61 estavam em alta com destaque para MRV (MRVE3), que subia 2,27%; B3 (B3SA3), com alta de 1,85%, e C&A (CEAB3), que subia 1,85%.

Os papéis da Petrobras iniciaram as negociações estáveis, mas com viés de alta, com ligeiro avanço de 0,12%, no caso das ordinárias (PETR3) e de 0,07% nas preferenciais (PETR4). Entre as maiores altas do índice apareciam Usiminas (1,80%), MRV (1,75%) e B3 (1,60%).

Já o setor financeiro avança em bloco, liderado pelo B3 que é seguida pelo Bradesco (BBDC4), com alta de 1,12%. Logo em seguida, o Banco do Brasil (BBAS3) registra valorização de 0,73%, assim como as units do Santander (SANB11) e do BTG Pactual (BPAC11), que avançam 0,37% e 0,74%, respectivamente. O Itaú Unibanco (ITUB4) acompanha o ritmo positivo com ganho de 0,79%.

As commodities também contribuem. A Vale (VALE3) ganha força, subindo 2,26%, em meio à melhora do humor com a economia chinesa.

O petróleo devolve parte dos fortes ganhos registrados na véspera, à medida que investidores voltam a apostar em uma solução diplomática para a guerra. O contrato do WIT opera estável, com ligeira alta de 0,10%, cotado a US$ 92.23. O tipo Brent também está no zero a zero com leve queda de 0,07%, a US$ 94.96. Na segunda-feira, 1º, os contratos haviam disparado mais de 5% após relatos de que Teerã poderia interromper as negociações com Washington.

A mudança de humor veio depois que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que as conversas com o Irã continuam avançando, apesar das declarações anteriores de autoridades iranianas indicando um possível abandono das negociações.

Outro fator que favorece a bolsa é o movimento de realização no dólar, que cai 0,15%, a R$ 5,02. Com a moeda dos EUA perdendo força frente a diversas divisas emergentes, investidores voltam a buscar ativos de maior risco.

Wall Street recua após sequência de recordes

Nos EUA, os principais índices operam em leve queda após renovarem máximas históricas no pregão anterior. O Dow Jones recuava 0,21%, enquanto o S&P 500 perdia 0,11% e o Nasdaq Composite cedia 0,08%, praticamente estável, em um movimento de cautela diante dos desdobramentos das negociações no Irã.

O destaque negativo do dia é a Alphabet, que caía mais de 3% depois de anunciar uma captação de US$ 80 bilhões para financiar a expansão de sua infraestrutura de inteligência artificial (IA). O plano inclui um aporte de US$ 10 bilhões da Berkshire Hathaway e levantou questionamentos sobre o elevado custo da corrida por IA.

Por outro lado, a Nvidia avançava cerca de 1%, enquanto a Hewlett Packard Enterprise disparava 36% após divulgar projeções acima das expectativas do mercado e elevar suas estimativas para o ano.

Já a Marvell Technology saltava 20% depois que o CEO da Nvidia, Jensen Huang, dizer que a fabricante de semicondutores pode se tornar a próxima empresa do setor a atingir valor de mercado de US$ 1 trilhão.

O mercado estadunidense aguarda, ainda, a divulgação do relatório Jolts de vagas em aberto referente a abril, programada para 11 horas.

Europa reage com alívio geopolítico

Na Europa, as bolsas retomam o fôlego depois das perdas da véspera. O índice pan-europeu Stoxx 600 subia 0,46%, aos 624,08 pontos. O DAX, da Alemanha, avançava 0,49%, enquanto o CAC 40, da França, ganhava 0,42%. Em Londres, o FTSE 100 tinha alta mais moderada, de 0,19%, e o FTSE MIB, da Itália, liderava os ganhos entre as grandes bolsas europeias, com valorização de 0,96%.

Os investidores europeus também repercutem os dados de inflação da zona do euro. O índice de preços ao consumidor acelerou para 3,2% em maio, em linha com as projeções do mercado, reforçando as expectativas de que o Banco Central Europeu mantenha uma postura cautelosa em relação aos juros diante da pressão persistente dos preços de energia.

China sobe, Japão recua

Na Ásia, os mercados encerraram o pregão sem direção definida. As bolsas chinesas lideraram os ganhos, com o Hang Seng, de Hong Kong, avançando 2,4% e o CSI 300 subindo 1,45%. Em contrapartida, o Nikkei japonês caiu 0,3% e o Kospi sul-coreano recuou 0,15%, refletindo a cautela dos investidores diante das incertezas geopolíticas.

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