Ibovespa fecha em queda com Vale e se descola das altas em NY
O Ibovespa encerrou a quarta-feira, 18, na volta do feriado de Carnaval, com leve queda de 0,24%, aos 186.016 pontos, em um pregão de liquidez reduzida, marcado pelo vencimento de opções sobre o índice. O desempenho destoou do avanço das principais bolsas em Nova York.
O S&P 500 avançou 0,50%, acumulando o terceiro pregão consecutivo de alta. O Dow Jones subiu 0,26%, enquanto o Nasdaq anotou ganho de 0,78% no fechamento. As altas foram sustentadas por uma sequência de indicadores que reforçaram a percepção de que a economia norte-americana segue resiliente, mesmo após o ciclo de cortes de juros promovido no fim de 2025.
Enquanto que, na bolsa brasileiras, as ações ordinárias da Vale (VALE3), que caíram 3,57%, pressionaram o principal índice acionário da B3. A queda da mineradora refletiu o movimento do minério de ferro no mercado internacional, que cedeu nesta quarta.
Já os bancos, que também têm peso relevante no Ibovespa, tiveram desempenho misto. As preferenciais do Bradesco (BBDC4) registraram queda de 0,29%, enquanto o Banco do Brasil (BBAS3) avançou 1,53%, assim como as units do Santander e BTG (SANB11 e BPAC11), com altas de 1,86% e 1,23%, e as preferenciais do Itaú (ITUB4), que ganharam 0,46%.
A Petrobras subiu, mas aquém do desempenho do petróleo no mercado internacional. O papel ordinário (PETR3) avançou 1,11%, e o preferencial (PETR4) subiu 0,81%.
Os contratos futuros da commodity, porém, dispararam, com o Brent para abril fechando a US$ 70,35 (+4,35%) e o WTI para março a US$ 65,19 (+4,59%), diante do recrudescimento das tensões geopolíticas entre Rússia e Ucrânia e da possibilidade de intervenção militar conjunta de Israel e EUA no Irã.
Raízen lidera alta e GPA, a baixa
No lado positivo do Ibovespa, Raízen (RAIZ4) liderou com alta de 6,35%. O movimento das ações de Raízen foi impulsionado por uma proposta da Shell de conversão de 25% da dívida da companhia em ações, além da divisão da empresa em duas, em negociação com Cosan e fundos do BTG, segundo informações do Pipeline do jornal Valor Econômico.
A alta foi seguida de PetroRecôncavo (RECV3), que avançou 3,59%. Enquanto que a maior baixa ficou com GPA (PCAR3), que caiu 4,55%.
Fed e Focus no radar
No exterior, a ata do Federal Reserve (Fed) reforçou a cautela dos investidores. O documento mostrou que os dirigentes do banco central americano permanecem divididos sobre os próximos passos da política monetária: alguns defendem cortes de juros, enquanto outros sugerem manter a taxa estável ou até considerar elevações caso a inflação não desacelere como esperado.
No cenário doméstico, o boletim Focus mostrou que a expectativa para o IPCA de 2026 recuou pela sexta semana consecutiva, de 3,97% para 3,95%, enquanto a projeção para a Selic se manteve em 12,25% no final do ano. Mais cedo, o Banco Central decretou a liquidação do Banco Pleno, movimento monitorado pelo mercado quanto aos impactos no segmento em que a instituição atuava.
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