Ibovespa sobe 1,39%, mas encerra abril praticamente no zero a zero

Por Clara Assunção 30 de Abril de 2026 👁️ 0 visualizações 💬 0 comentários
Ibovespa sobe 1,39%, mas encerra abril praticamente no zero a zero

O Ibovespa fechou em alta nesta quinta-feira, 30, avançando 1,39%, aos 187.317 pontos, em um movimento de recuperação após seis sessões consecutivas de perdas. Na semana, porém, o principal índice acionário da B3 recuou 1,80% e encerrou o mês de abril praticamente estável, com leve queda de 0,08%.

No acumulado de 2026, a bolsa brasileira mantém o avanço, com valorização expressiva de 16,26%.

O movimento positivo na sessão desta quinta, que encerra também as negociações na semana, foi disseminado. Das 82 ações da carteira, 64 fecharam em alta, com destaque para as blue chips, que subiram em bloco e sustentaram o avanço do índice.

A Vale (VALE3) liderou entre os pesos pesados, com alta de 2,19%, superando inclusive o desempenho do minério de ferro no exterior e revertendo parcialmente as perdas na véspera, quando chegou a cair quase 6%.

Os grandes bancos também tiveram sessão forte, recuperando parte das perdas recentes. As ações do Banco do Brasil (BBAS3) avançaram 2,30%, enquanto Santander Brasil (SANB11) subiu 1,40%. BTG Pactual (BPAC11) ganhou 1,31%, Bradesco (BBDC4) avançou 1,10% e Itaú Unibanco (ITUB4) teve alta de 0,75%.

Entre as principais empresas do índice, as ações da Petrobras tiveram desempenho mais contido, com ganhos de 0,48% no caso das ordinárias (PETR3) e 0,25% nas preferenciais (PETR4), na contramão do movimento do petróleo no mercado internacional. O barril do tipo Brent caiu 3,41%, encerrando o dia a US$ 114,01, enquanto o WTI crude recuou 1,69%, a US$ 105,07.

Entre as maiores altas do dia, destaque para Hapvida, que subiu 5,45%, seguida por CPFL Energia (+4,38%) e Auren Energia (+4,03%). Na ponta negativa, poucos papéis fecharam em queda, como Suzano (-2,18%), Hypera (-0,88%), Klabin (-0,74%) e Iguatemi (-0,11%).

Bolsas de NY têm o melhor mês desde a pandemia

No cenário externo, o bom humor veio de Wall Street, onde as bolsas tiveram forte recuperação impulsionadas por balanços corporativos e pela queda do petróleo. Os índices S&P 500 e Nasdaq Composite renovaram recordes de fechamento, enquanto o Dow Jones também avançou de forma consistente.

Dados econômicos também estiveram no radar dos investidores. O PIB dos Estados Unidos cresceu 2% no primeiro trimestre de 2026, levemente abaixo das expectativas, enquanto a inflação medida pelo PCE avançou 3,5% em base anual, no maior nível desde 2023, mas dentro do esperado pelo mercado.

O Dow Jones encerrou em alta de 1,62%, aos 49.652,14 pontos; e o S&P 500 ganhou 1,02%, aos 7.209,01 pontos. O Nasdaq avançou 0,89%, aos 24.892,31 pontos, apesar da depreciação de 0,63% no setor de tecnologia.

Com o resultado, os índice acionários americanos fecharam em seu melhor mês desde 2020 em níveis recordes, com investidores apostando que o boom da inteligência artificial trará lucros extraordinários para as gigantes da tecnologia dos Estados Unidos.

O índice S&P 500 subiu 10% em abril, seu maior salto mensal desde a descoberta da vacina contra a Covid-19 em novembro de 2020. As ações de tecnologia impulsionaram a recuperação, fazendo com que o índice Nasdaq Composite, com forte presença de empresas de tecnologia, subisse 15% em abril, seu melhor mês desde abril de 2020.

Os investidores voltaram a investir em ações de tecnologia dos EUA, à medida que os analistas revisaram suas previsões de lucro para novos patamares recordes, apostando no crescimento econômico impulsionado pelos gastos com infraestrutura de IA por algumas empresas do Vale do Silício.

Apesar do alívio desta sessão, as incertezas geopolíticas seguem no foco. A guerra envolvendo o Irã continua sem sinais claros de cessar-fogo, e as tensões no Estreito de Ormuz ainda sustentam os preços do petróleo em níveis elevados — mesmo com a correção observada neste pregão.

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