Ibovespa volta a cair; Petrobras recua, mesmo com alta do petróleo
Após a recuperação parcial na véspera, o Ibovespa voltou a cair na abertura das negociações desta quinta-feira, 5. Às 10h18, o principal índice acionário da B3 recuava 0,60%, aos 184.248 pontos com pelo menos 46 ações em baixa entre as 84 que compõem a referência acionária.
O índice é pressionado pelo desempenho negativo das chamadas blue chips, ações de grandes empresas com maior peso na bolsa brasileira. Os papéis da Vale (VALE3), que respondem por quase 12% da composição do índice, caíam 0,42%, movimento acompanhado também por ações de grandes bancos que após se recuperarem na quarta, 4, voltaram a cair hoje.
As ações ordinárias e preferenciais da Petrobras (PETR3 e PETR4) também recuam, pressionando o índice. A companhia divulga hoje, após o fechamento, o balanço do 4° trimestre de 2025.
Na direção oposta, parte das petroleiras registravam alta superior a 1%, como Brava Energia (BRAV3), PRIO (PRIO3) e PetroReconcavo (RECV3). As empresas acompanhavam a forte alta do petróleo no mercado internacional. O barril do Brent crude oil avançava quase US$ 3, chegando a US$ 83,54, enquanto o WTI crude oil subia mais de 3%, para a faixa dos US$ 77.
No mesmo horário, o dólar subia 0,40% frente ao real, cotado a R$ 5,236.
Irã e dados econômicos no radar
O conflito entre Israel, Estados Unidos e Irã , que entrou no sexto dia nesta quinta, segue no radar do mercado diante dos novos ataques de mísseis e drones na região do Golfo. Os confrontos já afetam diversos países do Oriente Médio e áreas próximas.
Segundo autoridades regionais e militares, ataques e operações foram registrados em países do Golfo, além de confrontos no Líbano e no Iraque.
No radar dos investidores também está a taxa de desemprego no Brasil. A taxa de desocupação da economia brasileira aumentou de 5,1% no trimestre móvel findo em dezembro para 5,4% no trimestre móvel findo no trimestre encerrado em janeiro, segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio Contínua (Pnad Contínua), divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mais cedo.
Segundo André Valério, economista sênior do Inter, a alta era esperada, tendo em vista a sazonalidade de demissões em dezembro, que afeta a Pnad com defasagem, uma vez que a taxa de desocupação é uma média móvel trimestral.
Os dados, por outro lado, mostram que uma melhora no mercado de trabalho não é esperada. O economista observa que os principais indicadores se encontram próximos do topo e vemos sinais de perda de dinamismo, na margem, no mercado de trabalho, com os setores mais sensíveis ao ciclo encontrando maiores dificuldades.
"De toda forma, apesar de esperarmos que a taxa de desocupação continue aumentando, especialmente no primeiro trimestre, não vemos um cenário em que o mercado de trabalho piore significativamente, com a nossa expectativa de que a taxa de desocupação encerre 2026 em 5,5%", afirmou Valério.
Bolsas globais têm desempenho misto
As bolsas asiáticas fecharam em alta nesta quinta, com a de Seul garantindo o melhor pregão em quase duas décadas após a queda recorde de ontem.
O índice sul-coreano Kospi saltou 9,63% em Seul, a 5.583,90 pontos, no maior ganho em um único dia desde outubro de 2008. A recuperação veio após um tombo de 12% na sessão anterior, o maior já registrado.
O índice japonês Nikkei avançou 1,90%, a 55.278,06 pontos, enquanto o Hang Seng subiu 0,28% em Hong Kong, a 25.321,34 pontos, e o Taiex mostrou alta mais expressiva em Taiwan, de 2,57%, a 33.672,94 pontos.
Já as bolsas na Europa operavam com desempenho misto, o índice pan-europeu Stoxx 600 tinha uma ligeira alta de 0,10%.
O pré-mercado em Nova York tinha índices futuros recuavam, com Dow Jones, Nasdaq e S&P 500 caindo mais de 0,20%.
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