Ibovespa volta a subir forte e se reaproxima dos 190 mil pontos
O Ibovespa avança acima dos 188 mil pontos nas primeiras horas de negociação desta quarta-feira, 11. Na sessão de ontem, o índice não encontrou fôlego para renovar recordes, com a pressão negativa das 'blue chips', ações de maior peso da carteira, como Vale e Petrobras. Hoje, são esses mesmos papéis que sustentam os ganhos do benchmark.
Às 10h27 (horário de Brasília), o Ibovespa subia mais de 1%, aos 188.085 pontos.
O mercado acionário tende a repercutir os balanços do quarto trimestre de 2025. Klabin, Suzano e TIM foram algumas das companhias que divulgaram os resultados entre ontem à noite e hoje pela manhã.
Os investidores também assimilam os dados mais recentes de produção da Petrobras, que avançou 19% no reta final do ano passado, num mercado de preços de petróleo pressionados por excesso de oferta.
O dólar continua sem força e após uma alta moderada na sessão de terça-feira, retorna ao patamar de R$ 5,18 nesta manhã. No comercial, a moeda americana recuava 0,18%.
O dado mais aguardado do dia é o payroll, as informações do mercado de trabalho americano em janeiro. O relatório foi divulgado com atraso por conta da paralisação temporária do governo americano na semana passada. No mês passado, foram abertas 130 mil vagas de trabalho nos Estados Unidos, quase o dobro do que o mercado esperava. A taxa de desemprego recuou para 4,3%.
O pré-mercado em Nova York aponta para uma abertura mista. Como tem sido costumo nos últimos dias, o Dow Jones, índice que reúne as empresas mais tradicionais da bolsa opera no terreno positivo, com uma leve alta no mercado futuro. S&P 500 e Nasdaq, por outro lado, recuam, com a cautela do investidor sobre o setor de tecnologia.
A Europa também opera mista nesta quarta-feira, com a maioria dos índices em baixa, porém com perdas moderadas. Destaque para as ações da Heineken, que sobem forte. A fabricante de bebidas holandesa divulgou os resultados do ano de 2025 e citou condições desafiadoras de mercado. A companhia planeja dispensar até 6 mil funcionários nos próximos dois anos.
Na Ásia, a inflação chinesa cresceu abaixo do esperado e reforça a expectativa de novas medidas de estímulo por parte de Pequim, o que impulsionou as bolsas do continente no pregão da madrugada.
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