Ídolo Red Pill é liquidado 108 vezes em plataforma cripto e perde quase US$ 1 milhão
Principal figura do movimento Red Pill, o ex-kickboxer americano Andrew Tate foi liquidado 108 vezes na plataforma descentralizada de negociação de futuros perpétuos Hyperliquid. Ao todo, Tate teve perto de US$ 890 mil de prejuízo com suas operações com perpétuos.
De acordo com as plataformas de análise de dados blockchain, Arkham Intelligence e Lookonchain, oito dessas liquidações ocorreram ontem ao longo de 16 horas.
Tate foi liquidado em uma posição comprada em bitcoin de US$ 3,8 milhões, obtida graças a uma alavancagem de 40 vezes, e perdeu US$ 95,5 mil. Logo depois, ele abriu uma posição vendida de US$ 1 milhão na criptomoeda e foi liquidado novamente.
Agora, o Lookonchain e a Arkham Intelligence apontam que só sobraram US$ 14,2 mil na carteira de Tate.
Histórico de perdas do influenciador
Em novembro de 2025, a Arkham já havia reportado que Tate depositou US$ 727 mil na Hyperliquid e perdeu até o último centavo, sem conseguir fazer um único saque das posições que montou, mesmo que em prejuízo.
Na época, Tate acumulou US$ 75 mil adicionais em remuneração por causa dos seguidores que conseguiu trazer para a plataforma com links de indicação. No entanto, ele também perdeu todo esse montante com novas operações que fez em perpétuos.
Somando com o prejuízo que teve ontem, chega-se aos US$ 890 mil estimados como a perda total do influencer Red Pill na Hyperliquid.
Como funcionam futuros perpétuos?
Para operar em futuros perpétuos, o investidor deve montar uma estratégia com contratos considerando preços de exercício específicos.
Em uma posição comprada de bitcoin a US$ 60 mil, por exemplo, se o preço sobe para US$ 65 mil, o investidor lucra US$ 5 mil com a diferença entre o preço de entrada e a cotação atual do ativo no mercado à vista.
Já em uma posição vendida de bitcoin a US$ 60 mil, se o preço cai para US$ 55 mil, o investidor lucra US$ 5 mil por bitcoin negociado. Isso ocorre porque ele assumiu uma posição equivalente a vender o ativo a US$ 60 mil e recomprá-lo a US$ 55 mil, embolsando a diferença.
Os perpétuos também permitem que o investidor abra posições alavancadas, nas quais ele negocia mais do que o capital depositado. Em uma operação com alavancagem de 10 vezes, por exemplo, um aporte de US$ 1 mil permite abrir uma posição de US$ 10 mil em bitcoin.
Isso potencializa tanto os ganhos quanto as perdas. Se o BTC subir 5%, por exemplo, em uma posição comprada de US$ 10 mil realizada com US$ 1 mil de garantia, o investidor terá um ganho de US$ 500, o que equivale a 50% do valor depositado.
Por outro lado, se o bitcoin cair 5% nesta operação, a perda também será de US$ 500, o que corresponde a uma perda de metade do valor investido. Este tipo de movimento pode consumir toda a margem do trade, o que gera liquidação automática pela corretora. Foi o caso dos trades malsucedidos de Andrew Tate.
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