Ilhas Galápagos são o 'templo' das novas espécies - e a última descoberta é um polvo azul
Uma nova espécie animal acaba de ser descoberta no Oceano Pacífico. Um polvo azul de pequeno porte foi identificado como nova espécie nas águas profundas das Ilhas Galápagos. O animal recebeu o nome científico Microeledone galapagensis.
O polvo foi localizado a cerca de 1.773 metros de profundidade, próximo à Ilha Darwin, no norte do arquipélago equatoriano. A descoberta foi descrita em estudo publicado na revista Zootaxa em maio.
O animal foi visto pela primeira vez em 2015, durante uma expedição científica a bordo do navio de pesquisa E/V Nautilus. A missão teve parceria da Fundação Charles Darwin e da Direção do Parque Nacional de Galápagos.
As imagens foram captadas por um veículo subaquático operado remotamente, conhecido como ROV. O robô registrou o polvo caminhando no fundo do mar, perto de uma montanha submarina. Segundo os pesquisadores, o animal tem tamanho comparável ao de uma bola de golfe.
Tecnologia ajudou a confirmar nova espécie
A análise foi feita a partir de um único exemplar. Para evitar danos ao animal, os cientistas usaram microtomografia computadorizada, técnica que permitiu criar imagens tridimensionais da estrutura interna do polvo sem dissecação. Os exames mostraram detalhes da boca, dos órgãos e de outras partes do animal.
Stephanie Smith, gerente do laboratório de tomografia do Museu Field de História Natural, em Chicago, e coautora do estudo, afirmou à revista que a técnica é importante para novas espécies porque não destrói o material analisado.
A descoberta indica que as regiões profundas das Ilhas Galápagos ainda podem abrigar espécies desconhecidas pela ciência. O arquipélago já é conhecido pela presença de espécies endêmicas, organismos encontrados apenas naquela área, e o novo polvo amplia esse potencial para o fundo do oceano.
Segundo os pesquisadores, conhecer a biodiversidade do oceano profundo é relevante para estratégias de conservação marinha. A pesquisa cita ainda mudanças climáticas, pesca industrial e exploração mineral como ameaças a ecossistemas pouco estudados.
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