Índice que compara dólar a moedas fortes chega ao maior nível em quase um ano
O dólar à vista ampliou os ganhos nesta terça-feira, 3, e levou o índice DXY ao maior nível em quase um ano, em um movimento impulsionado pela escalada do conflito bélico entre Estados Unidos, Israel e Irã, que tem levado a uma aversão ao risco nos mercados globais.
Próximo das 12h, o índice DXY, que mede a força do dólar frente a uma cesta de seis moedas fortes, avançou 1,03%, a maior alta desde 12 de maio de 2025, quando o indicador avançou 1,44%, aos aos 101,79 pontos. Às 12h30, o DXY mantinha a alta, anotando 0,97% de ganhos, aos 99,52 pontos.
O movimento ocorre após o anúncio do fechamento do estreito de Hormuz para navegação, em meio ao conflito envolvendo EUA, Israel e Irã. A região é rota estratégica para o transporte de petróleo e gás natural liquefeito. Cerca de 20% do petróleo e do gás consumidos diariamente no mundo passam pelo estreito.
A Guarda Revolucionária do Irã ameaçou incendiar embarcações que tentarem atravessar o trecho, o que elevou o temor de interrupção no abastecimento global. Os preços do petróleo reagiram imediatamente. Às 8h45, o barril do Brent, referência internacional, era negociado acima de US$ 84,31, alta de 8% no dia.
A escalada no conflito amplia a aversão ao risco e fortalece o dólar globalmente, movimento que atinge moedas emergentes como o real. “O real subiu mais nas últimas semanas em comparação com demais moedas emergentes. Agora, temos uma correção, com a moeda brasileira caindo mais. Isso mostra a liquidez da divisa”, explica Cristiane Quartaroli, economista-chefe do Ouribank.
Conflito freia desvalorização do dólar e ouro recua
Em meio ao fortalecimento da moeda americana, os preços dos contratos futuros do ouro aprofundaram as perdas e recuam mais de 4% em meio ao fortalecimento do dólar.
Por volta das 12h33, o ouro com entrega prevista para abril caía 4,65%, a US$ 5.o63,34 por onça-troy. Na segunda-feira, o ouro subiu para pouco mais de US$ 5.400 por onça-troy, superando outros ativos de proteção, mas voltou a recuar.
O avanço do dólar também freia o movimento de desvalorização da moeda. Na comparação com o real, por exemplo, a moeda americana já registrava queda de 6,46% no ano até sexta-feira, 27, antes dos ataques coordenados dos EUA e Israel contra o Irã no sábado, 28.
Agora, a depreciação da divisa frente à moeda brasileira recuou para 2,94%. Às 12h36, o dólar avançava 3,04%, cotado a R$ 5,3218.
Nenhum comentário disponível no momento.
Comentários
Deixe seu comentário abaixo: