Infiltração do PCC no MPSP? Entenda operação que prendeu ex-chefe de investigadores

Por Estela Marconi 10 de Junho de 2026 👁️ 0 visualizações 💬 0 comentários
Infiltração do PCC no MPSP? Entenda operação que prendeu ex-chefe de investigadores

O Ministério Público de São Paulo deflagrou nesta terça-feira, 9, a Operação Infiltrados para investigar novos focos de atuação do Primeiro Comando da Capital (PCC), incluindo suspeitas de corrupção de agentes públicos, vazamento de informações sigilosas, extorsões e até a possível infiltração de integrantes da facção dentro do próprio Ministério Público.

A operação é um desdobramento das investigações conduzidas pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) e teve origem em apurações iniciadas após a Operação Pronta Resposta, realizada em agosto de 2025.

A Operação Pronta Resposta investigava uma organização criminosa ligada ao PCC que, segundo o Ministério Público, planejava um atentado contra o promotor de Justiça Amauri Silveira Filho, integrante do Gaeco.

Durante a investigação, os promotores descobriram que um dos principais suspeitos de executar o plano teria se reunido, uma semana antes da operação, com o chefe dos investigadores da Delegacia de Investigações sobre Entorpecentes (Dise) de Campinas. O ex-chefe foi preso na operação desta terça-feira.

Vídeos apreendidos pelo Gaeco mostram o encontro entre os investigados às vésperas da ação policial. Agora, os promotores apuram se informações sigilosas sobre a operação foram repassadas ao criminoso.

Suspeita de infiltração no Ministério Público

Outro foco da investigação envolve um estagiário do próprio Ministério Público, apontado como suspeito de ter se infiltrado propositalmente em uma Promotoria Criminal de Campinas.

Segundo o Gaeco, ele teria utilizado sistemas internos e bancos de dados para identificar integrantes da organização criminosa com alto poder econômico.

A investigação aponta que o estagiário, com apoio de outros agentes públicos, teria exigido dinheiro desses criminosos em troca de suposta proteção contra investigações.

Além do estagiário, as apurações indicam a participação de:

O Ministério Público também afirma ter encontrado indícios de que parte das extorsões teria sido praticada utilizando a conexão de internet de um escritório de advocacia.

Na Operação Infiltrados, foram cumpridos 10 mandados de busca e apreensão e 3 mandados de prisão temporária.

As ações ocorreram nas cidades de Campinas e Cardoso, no interior de São Paulo.

Como a investigação envolve integrantes da Polícia Civil e da Polícia Penal, o cumprimento das ordens judiciais contou com apoio das corregedorias das duas corporações.

A Comissão de Prerrogativas da OAB também acompanhou as buscas realizadas em escritório de advocacia.

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