Inflação no Brasil e PIB do Reino Unido: o que move os mercados

Por Clara Assunção 12 de Junho de 2026 👁️ 0 visualizações 💬 0 comentários
Inflação no Brasil e PIB do Reino Unido: o que move os mercados

Os investidores começam esta sexta-feira, 12, com a atenção voltada principalmente para a inflação brasileira. Às 9h, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulga o IPCA de maio, principal indicador de inflação do país e um dos dados mais relevantes para as expectativas sobre os próximos passos da política monetária.

No mesmo horário, também será conhecido o resultado do INPC, índice que mede a inflação para famílias de menor renda.

A agenda doméstica concentra as atenções do mercado após uma sessão de forte recuperação dos ativos brasileiros. Na véspera, o Ibovespa avançou 1,71% e encerrou o pregão aos 171.497 pontos, enquanto o dólar caiu 1,37%, para R$ 5,1016.

O movimento acompanhou o otimismo global provocado pelo avanço das negociações entre Estados Unidos e Irã, que reduziram os temores de uma escalada do conflito no Oriente Médio.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou na véspera que as negociações com o Irã avançaram e que um acordo pode ser firmado nos próximos dias.

O que acompanhar

Antes da abertura dos mercados locais, às 3h, investidores também acompanharão uma série de indicadores econômicos na Europa. Na Alemanha, será divulgado o índice de preços ao consumidor (CPI) de maio. França e Espanha também apresentam suas leituras finais de inflação do mesmo período.

No Reino Unido, a agenda é mais carregada. Serão conhecidos os números do Produto Interno Bruto (PIB) de abril, além dos dados de produção industrial e da balança comercial. Os indicadores ajudarão a calibrar as expectativas sobre o ritmo da atividade econômica britânica e os desafios enfrentados pelo país em meio ao cenário de desaceleração global.

No Brasil, o IPCA de maio será acompanhado de perto por economistas e gestores após o índice registrar alta de 0,67% em abril, acumulando avanço de 4,39% em 12 meses. O resultado pode influenciar as projeções para a trajetória dos juros e para o comportamento dos ativos domésticos nas próximas semanas.

O INPC, também divulgado às 9h, avançou 0,81% em abril e acumulava alta de 4,11% em 12 meses. Embora tenha menor impacto direto sobre os mercados financeiros, o indicador é observado por sua influência em reajustes salariais e benefícios.

Além dos indicadores econômicos, investidores também acompanham a agenda do ministro da Fazenda, Dario Durigan. Às 15h, ele participa de uma reunião na sede da Warren Investimentos, em São Paulo, com representantes de instituições financeiras, gestoras e bancos.

Entre os participantes estão economistas ligados a casas como Itaú Asset, Kapitalo, Absolute e Genoa Capital, além de representantes do Santander e da própria Warren. Encontros desse tipo costumam ser monitorados pelo mercado em busca de sinais sobre a condução da política econômica e a percepção do governo sobre o cenário fiscal e macroeconômico.

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