Inflação no Japão e investimento estrangeiro no Brasil: o que move os mercados

Por Caroline Oliveira 26 de Maio de 2026 👁️ 0 visualizações 💬 0 comentários
Inflação no Japão e investimento estrangeiro no Brasil: o que move os mercados

Os mercados globais começam a terça-feira, 26, com uma agenda que reúne dados de atividade industrial na Ásia, indicadores imobiliários e de confiança nos Estados Unidos, além da decisão de juros do Banco Central da Nova Zelândia (RBNZ).

Na véspera, o tom foi amplamente positivo nos mercados internacionais. As bolsas asiáticas fecharam em alta, acompanhadas pelos principais índices europeus, em meio ao aumento do apetite global por risco diante das expectativas de um possível acordo entre Estados Unidos e Irã.

No Brasil, o movimento também favoreceu os ativos locais. O Ibovespa encerrou as negociações desta segunda-feira, 25, em forte alta de 0,91%, aos 177.815 pontos, enquanto o dólar comercial recuou 0,19%, cotado a R$ 5,019.

O desempenho da bolsa brasileira foi impulsionado pela melhora do humor externo, embora as ações ligadas ao petróleo tenham pressionado o índice após a forte queda da commodity no mercado internacional. O Brent para agosto caiu 6,78%, a US$ 93,42 por barril, refletindo a expectativa de avanço nas negociações entre Washington e Teerã e uma possível reabertura do Estreito de Ormuz.

O que acompanhar

Na Europa, às 4h, a Espanha publica o índice de preços ao produtor (IPP) anual de abril. Às 5h, o Banco Central Europeu (BCE) divulga sua Análise de Estabilidade Financeira, relatório acompanhado pelos mercados em busca de sinais sobre riscos ao sistema financeiro europeu.

Já no Reino Unido, às 7h, sai a pesquisa CBI de varejo e distribuição de maio, com expectativa de melhora para -52 pontos, ante -68 na leitura anterior.

No Brasil, às 8h30, o Banco Central (BC) divulga os dados do setor externo referentes a abril. A projeção é de déficit de US$ 200 milhões em transações correntes, após saldo negativo de US$ 6,04 bilhões no mês anterior.

O investimento estrangeiro direto deve atingir US$ 5,3 bilhões, abaixo dos US$ 6,04 bilhões registrados anteriormente.

Nos Estados Unidos, às 9h30, o índice de atividade nacional do Fed de Chicago referente a abril será anunciado. Às 10h, o foco recai sobre os dados do mercado imobiliário. O índice S&P/Case-Shiller de preços de imóveis nas 20 maiores cidades deve subir 1% na comparação anual de março, ligeiramente acima da alta anterior de 0,9%.

Também às 10h, o índice de preços de imóveis deve avançar 0,1% em março. Já às 11h, a confiança do consumidor medida pelo Conference Board deve recuar para 91,9 pontos em maio, após 92,8 anteriormente. Às 11h30, sai o índice de atividade das empresas Fed Dallas.

A agenda começa no Japão, às 2h, com a divulgação do índice de preços ao consumidor (IPC). A inflação anual desacelera para 1,7%, após leitura anterior de 2,5%.

Ainda na região, às 20h50, o país divulga o índice de preços de serviços corporativos (CSPI), com expectativa de desaceleração anual para 3%, frente aos 3,1% anteriores. Às 21h, o presidente do Banco do Japão (BoJ), Kazuo Ueda, participa de discurso monitorado pelos investidores.

Fechando a agenda, às 23h, o Banco Central da Nova Zelândia divulga sua decisão de juros. A taxa básica deve permanecer em 2,25%, acompanhada da declaração de política monetária e do comunicado oficial do RBNZ.

Foco de resultados corporativos

Antes da abertura em Nova York, AutoZone (AZO), gigante de varejo de peças automotivas com valor de mercado em torno de US$ 56 bilhões, reporta os números do terceiro trimestre fiscal. Também no pré-mercado sai o balanço de Elbit Systems (ESLT), empresa de defesa avaliada em cerca de US$ 36 bilhões.

Após o fechamento, a atenção se volta para o setor de tecnologia, com Zscaler (ZS), referência em cibersegurança em nuvem e avaliada em aproximadamente US$ 29 bilhões, divulgando seus resultados do terceiro trimestre.

No mesmo período, Sociedad Química y Minera de Chile (SQM) apresenta o balanço do primeiro trimestre e a Semtech (SMTC), divulga os números do primeiro trimestre do ano fiscal de 2027.

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