IPP nos EUA, vendas do varejo no Brasil e petróleo em foco: o que move os mercados

Por Caroline Oliveira 13 de Maio de 2026 👁️ 0 visualizações 💬 0 comentários
IPP nos EUA, vendas do varejo no Brasil e petróleo em foco: o que move os mercados

Indicadores de atividade no Brasil, inflação ao produtor nos Estados Unidos e dados de crescimento da Zona do Euro dominam os mercados nesta quarta-feira, 13. A agenda também traz relatórios mensais da Agência Internacional de Energia (IEA, na sigla em inglês) e da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep), além de discursos de dirigentes do Federal Reserve (Fed), Banco Central Europeu (BCE) e Banco da Inglaterra.

Brasil: vendas no varejo

No mercado interno, o destaque fica com Pesquisa Mensal de Comércio (PMC) de março, divulgadas às 9h00 pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A expectativa é de estabilidade na comparação mensal, após alta de 0,6% no dado anterior. Na comparação anual, a projeção é de avanço de 2,8%, acima dos 0,2% registrados anteriormente. O dado é acompanhado pelo mercado como termômetro da resiliência do consumo no país.

Às 14h30, o Banco Central divulga o fluxo cambial estrangeiro, após entrada líquida de US$ 3,307 bilhões na leitura anterior.

Estados Unidos: inflação ao produtor e petróleo no radar

Nos Estados Unidos, o principal indicador do dia é o Índice de Preços ao Produtor (IPP) de abril, divulgado às 9h30. O mercado projeta alta mensal de 0,5%, em linha com o dado anterior. Na comparação anual, a expectativa é de aceleração para 4,9%, ante 4,0%.

O núcleo do IPP, que exclui alimentos e energia, deve subir 0,3% no mês, acima dos 0,1% anteriores. Em 12 meses, a projeção é de avanço de 4,3%, contra 3,8% na leitura passada.

Mais cedo, às 6h00, sai o relatório mensal da IEA, com uma análise dos principais acontecimentos que impactam o mercado de petróleo na procura e oferta mundial da commodity. Às 7h00, será divulgado o relatório mensal da Opep, que complementa a interpretação do documento anterior pela mercado.

Também são anunciados os dados semanais de hipotecas da MBA, às 8h00, e os estoques de petróleo da EIA, às 11h30. A expectativa é de queda de 1,6 milhão de barris nos estoques de petróleo bruto, após recuo de 2,313 milhões na semana anterior.

Na agenda de autoridades monetárias, a dirigente do Fed Susan Collins discursa às 12h30. Às 14h15, fala Neel Kashkari, membro do Comitê Federal de Mercado Aberto (FOMC).

Europa: PIB da Zona do Euro e inflação na França

Na Europa, a Zona do Euro divulga às 6h00 a leitura do PIB do primeiro trimestre. A expectativa é de crescimento anual de 0,8% e avanço trimestral de 0,1%, ambos em linha com os dados anteriores.

Também às 6h00, saem os números de emprego da região. A expectativa é de alta trimestral de 0,1% no primeiro trimestre, desacelerando frente aos 0,2% registrados anteriormente. Na comparação anual, a última leitura marcou 0,7%. O total de pessoas empregadas na Zona do Euro registrou 172,57 milhões no dado mais recente.

No mesmo horário, saem os números de produção industrial da região. A projeção é de alta mensal de 0,2% em março, desacelerando frente aos 0,4% anteriores. Na comparação anual, a expectativa é de queda de 1,8%, após retração de 0,6%.

Na França, os dados de inflação de abril serão divulgados às 3h45. O Índice de Preços ao Consumidor (IPC) anual deve acelerar para 2,2%, ante 1,7% na leitura anterior.

O mercado acompanha ainda discursos de autoridades europeias ao longo do dia. Às 9h15, Claudia Buch, vice-presidente do Banco Central da Alemanha, faz pronunciamento. Às 16h00, Philip Lane fala pelo BCE, seguido às 16h15 por Christine Lagarde. No Reino Unido, Catherine Mann, integrante do Comitê de Política Monetária do Banco da Inglaterra, discursa às 11h00 e às 14h00.

B3 concentra olhares

Amanhã, após o fechamento do mercado, uma extensa lista de empresas brasileiras divulga seus balanços, incluindo grandes nomes de setores variados como Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal, Movida, Equatorial Energia, Raízen, Rede D’Or, SLC Agrícola, Brava Energia, Casas Bahia, Americanas, Boa Safra, Qualicorp, Oi, CVC, Eneva, Compass e outras. No exterior, destaque para Cisco e Alibaba, que também apresentam resultados no mesmo dia.

Oriente Médio: maioria dos americanos rejeita ataques ao Irã

Pesquisa da AtlasIntel divulgada nesta terça-feira mostra que 59,2% dos americanos são contrários aos ataques dos Estados Unidos ao Irã, enquanto 38,9% apoiam a ofensiva. O levantamento também aponta preocupação crescente com os impactos do conflito: 67,8% acreditam que as ações elevam o risco de atentados contra cidadãos norte-americanos, e 58,5% avaliam que os ataques aumentam o incentivo para o Irã desenvolver armas nucleares.

A pesquisa ocorre em meio à fragilidade do cessar-fogo entre Washington e Teerã e ao avanço das tensões no Oriente Médio, que seguem pressionando os preços globais do petróleo e ampliando as preocupações com inflação e custo de vida nos EUA.

Comentários

Deixe seu comentário abaixo: