Irã anuncia o bloqueio do Estreito de Ormuz e ameaça atacar embarcações
O chefe da Guarda Revolucionária do Irã declarou, nesta segunda-feira, 2, que o Estreito de Ormuz está bloqueado e que o país atacará qualquer embarcação que tente cruzar a passagem. O comunicado foi feito pela organização na mídia estatal do país.
A decisão foi anunciada após a morte do líder supremo iraniano, o aiatolá Ali Khamenei, em um ataque conduzido por Israel. O episódio ocorre em um momento de tensão regional.
O fechamento da rota ameaça interromper cerca de um quinto do fluxo mundial de petróleo e pode provocar alta nos preços do barril no mercado internacional. Segundo a agência Reuters, que também confirmou o anúncio feito pelos militares iranianos, a Guarda Revolucionária iraniana também atacou mais cedo uma embarcação, chamada de Athen Nova.
Antes do anúncio sobre o bloqueio da rota marítima, a força militar do Irã já havia emitido declarações de retaliação. A unidade de elite do Corpo da Guarda Revolucionária afirmou que os “inimigos que mataram” o antigo líder supremo do país, Ali Khamenei, não estarão seguros “nem mesmo em casa”.
"Não descansaremos até que o inimigo seja derrotado. Não estarão mais a salvo em nenhum lugar do mundo, nem mesmo em seus próprios lares".
A ameaça foi feita pouco depois de o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarar, em discurso em Washington, que está confiante na vitória do país em sua ofensiva contra Teerã.
Previsão de cinco semanas de ataques
O presidente americano Donald Trump declarou nesta tarde que as forças americanas projetaram um conflito de “quatro a cinco semanas” com o Irã, mas indicou que a operação pode se estender além desse prazo.
Em coletiva de imprensa na Casa Branca, o republicano afirmou que o cronograma inicial já foi superado.
"Já estamos bem à frente das nossas projeções de tempo, mas seja qual for o tempo, está tudo bem, custe o que custar, nós sempre faremos... e temos feito isso desde o início, projetamos de 4 a 5 semanas, mas temos capacidade para ir muito além disso", declarou.
O presidente afirmou que o planejamento inicial previa duração limitada, mas ressaltou que os Estados Unidos dispõem de estrutura para manter a operação por período superior ao estimado.
O pronunciamento de Trump reforça a disposição do governo americano de sustentar a atuação militar conforme a evolução do conflito.
A declaração ocorre em meio à escalada de tensões envolvendo o Irã e amplia o sinal de que a Casa Branca considera cenários de prolongamento da operação. Trump reiterou que a condução da guerra seguirá “custe o que custar”, como declarou na coletiva.
Guerra no Oriente Médio
Estados Unidos e Israel iniciaram no sábado, 28, uma ofensiva aérea contra o Irã em meio a impasses relacionados ao programa nuclear do país. A ação ocorre em um cenário de tensão regional envolvendo instalações estratégicas e bases militares.
Após os ataques, Teerã anunciou retaliações contra países do Oriente Médio que abrigam bases norte-americanas, entre eles Emirados Árabes Unidos, Catar, Bahrein, Kuwait, Jordânia e Iraque. Os governos desses países passaram a relatar impactos diretos das ações militares em seus territórios.
No domingo, a mídia estatal iraniana informou que o líder supremo, o aiatolá Ali Khamenei, foi uma das vítimas dos ataques conduzidos por forças americanas e israelenses.
Depois do anúncio da morte de Khamenei, o governo iraniano declarou que poderá lançar a "ofensiva mais pesada" de sua história. O presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, afirmou que o país considera retaliar Israel e Estados Unidos um "direito e dever legítimo".
Em resposta, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, advertiu Teerã contra novas ações militares. "é melhor que eles não façam isso, porque se fizerem, nós os atingiremos com uma força nunca antes vista", declarou. Os confrontos entre as partes continuaram ao longo deste domingo, 1º de março.
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