Irã condiciona acordo de paz à retirada israelense do território libanês
O governo do Irã afirmou que o memorando de entendimento assinado com os Estados Unidos perderá a validade caso Israel mantenha presença militar no sul do Líbano.
A declaração foi feita pelo porta-voz do Ministério das Relações Exteriores iraniano, Esmaeil Baghaei, em entrevista publicada nesta quinta-feira, 18, pelo jornal libanês Al Akhbar.
Segundo Baghaei, o acordo firmado digitalmente pelos presidentes Donald Trump e Masoud Pezeshkian inclui compromissos relacionados à soberania e à integridade territorial do Líbano.
Na interpretação de Teerã, isso exige não apenas o cessar-fogo, mas também a retirada completa das tropas israelenses do território libanês.
"Enquanto a ocupação continuar, pode-se dizer que a guerra continua em curso e não terminou em sua essência", afirmou.
Irã condiciona acordo à retirada israelense
O porta-voz disse que o fim do conflito sempre foi tratado pelo Irã como uma solução que deveria abranger todas as frentes de combate.
Questionado sobre a possibilidade de Israel manter uma chamada "zona de segurança" no sul do Líbano após o acordo, Baghaei afirmou que isso representaria uma violação dos compromissos assumidos.
"Neste caso, o memorando de entendimento seria considerado nulo", declarou.
Segundo ele, a próxima fase das negociações entre Teerã e Washington dependerá do cumprimento integral dos termos estabelecidos no memorando.
"No caso do Líbano, isso exige um cessar total das hostilidades e o fim da ocupação", disse.
As declarações ocorreram após as Forças de Defesa de Israel (FDI) informarem que manterão tropas em áreas ocupadas do sul do Líbano por "necessidades operacionais".
Segundo militares israelenses, a presença tem como objetivo eliminar ameaças contra soldados e proteger comunidades localizadas no norte de Israel.
O oficial responsável pelo anúncio afirmou ainda que as forças israelenses continuarão atuando contra ameaças identificadas além da área atualmente ocupada e destacou que outras medidas seguem em discussão nas negociações diretas entre Israel e o Líbano.
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