Irã diz que falta de confiança nos EUA dificulta avanço das negociações

Por Estela Marconi 15 de Maio de 2026 👁️ 0 visualizações 💬 0 comentários
Irã diz que falta de confiança nos EUA dificulta avanço das negociações

O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araqchi, afirmou nesta sexta-feira, 15, em Nova Délhi, que a falta de confiança nos Estados Unidos segue como principal obstáculo para o avanço das negociações entre os dois países.

Segundo o chanceler iraniano, a desconfiança aumentou após Washington atacar o território iraniano enquanto os dois lados ainda mantinham contatos diplomáticos.

“O problema mais importante agora é a desconfiança”, declarou Araqchi durante entrevista coletiva à margem da reunião ministerial do Brics, realizada na capital indiana.

Apesar das críticas, o ministro afirmou que Teerã continua defendendo uma saída diplomática para o conflito.

“Não há outra solução senão uma solução negociada”, afirmou.

Irã critica postura dos Estados Unidos

Araqchi afirmou que o Irã havia retomado as conversas com os Estados Unidos pouco antes do início dos ataques americanos.

“O último encontro foi em 26 de fevereiro. O negociador nos disse que havia avanços significativos, mas dois dias depois começaram os ataques”, declarou.

O chanceler também acusou Washington de enviar “mensagens contraditórias” sobre o processo diplomático.

“A cada dia a mensagem é diferente, e isso é um problema”, disse.

Segundo Araqchi, a postura americana dificulta qualquer avanço nas negociações em meio à tentativa de consolidar uma trégua no Oriente Médio.

Ministro diz que Irã seguirá resistindo a pressões

O chefe da diplomacia iraniana também afirmou que o Irã continuará resistindo às pressões ocidentais e às sanções internacionais.

“Resistimos a mais de 40 anos de sanções, mas isso não mudou a nossa determinação”, afirmou.

As declarações ocorreram durante a reunião de ministros das Relações Exteriores do Brics em Nova Délhi, encontro marcado pelas divergências internas do bloco sobre a guerra no Oriente Médio e sobre o futuro das negociações com Washington.

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