Iranianos formam corrente humana em usina após ameaças de Trump
Iranianos formaram uma corrente humana nesta terça-feira, 7, em uma usina de energia no norte do Irã, em meio à escalada de tensão com os Estados Unidos após ameaças do presidente Donald Trump.
Segundo a agência Fars, a mobilização ocorreu na usina Shahid Rajaei, na província de Qazvin, e reuniu ativistas e moradores em um gesto simbólico de proteção a infraestruturas consideradas estratégicas.
A manifestação foi organizada após declarações de Trump, que ameaçou o país afirmando que "uma civilização morrerá hoje". A publicação foi feita em seu perfil na rede Truth Social às vésperas do final de seu ultimato de 48h para que o país reabra o Estreito de Ormuz.
Segundo o republicano, a ofensiva poderia atingir infraestrutura crítica. Ele afirmou que pontes e usinas de energia poderiam ser destruídas em poucas horas, levando o Irã de volta à “idade da pedra”.
Desde o fim de fevereiro, quando começou a ofensiva envolvendo Estados Unidos e Israel, o governo iraniano acusa os adversários de atingir infraestruturas civis e energéticas no país.
O presidente Masoud Pezeshkian afirmou que mais de 14 milhões de iranianos declararam estar dispostos a defender o país. A mobilização faz parte de uma campanha chamada “Janfada (Sacrifício pela vida) para o Irã”, voltada a reforçar a unidade nacional.
Segundo ele, a adesão popular tem crescido desde o início do conflito. O presidente do Parlamento iraniano, Mohammad Baqer Qalibaf, já havia mencionado anteriormente que milhões de cidadãos estariam prontos para se alistar.
Risco de escalada regional
O governo iraniano rejeitou uma proposta de cessar-fogo nesta terça-feira, 7, e afirmou que busca um “fim definitivo” do conflito. Segundo o The New York Times, um plano com dez pontos apresentado por Teerã foi recusado pelos americanos.
O país também prometeu retaliações caso sua infraestrutura seja atingida.
No campo militar, Trump afirmou que a Marinha iraniana foi destruída e que o país perdeu o controle do espaço aéreo. Ainda assim, o Estreito de Ormuz permanece fechado, e um caça americano foi abatido recentemente em território iraniano.
Paralelamente, Israel mantém bombardeios no Irã e no sul do Líbano, mirando alvos associados ao Hezbollah, grupo apoiado por Teerã.
A combinação de ultimatos, operações militares e ausência de um acordo claro mantém o conflito em aberto, com possibilidade de intensificação nas próximas horas.
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