Jeep Renegade vira híbrido para retomar protagonismo entre SUVs compactos

Por Rodrigo Mora 29 de Março de 2026 👁️ 0 visualizações 💬 0 comentários
Jeep Renegade vira híbrido para retomar protagonismo entre SUVs compactos

O Renegade já viveu dias de mais protagonismo. Lançado em 2015, foi o carro que ressuscitou e reprogramou a Jeep no Brasil. No ano seguinte já era o décimo carro e o segundo SUV mais vendido do país.

Mas logo o Compass chegou para também receber atenção da FCA (Fiat Chrysler Automobiles) e estragar a festa. Atualmente, o placar de SUV mais vendido da marca está em cinco a cinco.

Em 2021 – mesmo ano da união entre FCA e PSA (Peugeot-Citroën) para a formação da Stellantis –, o Renegade conquistou o recorde de quase 74 mil licenciamentos, catapultando-se para a terceira colocação do ranking nacional de vendas; no último ano, foi apenas o 18º colocado.

Ao todo, já foram comercializadas 580 mil unidades do modelo no país.

Uma discreta atualização visual, mecânica e de conteúdo chega agora para recolocá-lo no radar de quem procura uma alternativa mais original no segmento de SUVs compactos. Em outras palavras, o modelo teve frente, traseira e rodas redesenhadas, interior repaginado e agora pode ser classificado como um híbrido-leve.

Preço e consumo

O Renegade parte de promocionais R$ 129.990 (apenas o primeiro lote de 3.000 carros) e chegam aos R$ 189.490 da Willys, curiosamente uma versão topo de linha sem o novo conjunto híbrido.

O 1.3 turboflex de 176 cv e 27,5 kgfm de torque só tem a companhia do conjunto MHEV de 48v nas intermediárias Longitude (R$ 158.690) e Sahara (R$ 175.990). De acordo com a marca, a tecnologia pode reduzir as emissões de CO2 em 8% e o consumo em 7% - o que se traduz no consumo de 11,9 km/l de gasolina e 8,3 km/l etanol na cidade e 11,8 km/l e 8,6 km/l respectivamente na estrada. O câmbio é automático, de seis marchas.

Na versão Willys, o Renegade é o único do segmento com transmissão automática de nove velocidades e as funções 4WD Low, que privilegia relações mais curtas do câmbio automático, 4WD Lock, que bloqueia o diferencial traseiro, e Hill Descent Control, capaz de manter automaticamente a velocidade do veículo mesmo em descidas íngremes.

Nova plataforma

A cabine também mereceu cuidado nesta repaginação. Os destaques são o painel digital, a nova central multimídia de 10,1 polegadas e o acabamento interno mais refinado.

O que não mudou foi o espaço interno, que manteve os tímidos 2,57 metros de entre-eixos e 385 litros de porta-malas. Para melhorar nesse quesito, o Renegade teria que receber uma nova plataforma – o que deve ocorrer somente na virada da década com a arquitetura SLTA.

O atual líder do segmento de SUVs compactos é o Volkswagen T-Cross, que vendeu até fevereiro 11.408 unidades; na sequência vêm Hyundai Creta (9.473) e Chevrolet Tracker (8.535). Com 5.738 emplacamentos, o Renegade é 19º.

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