João Fonseca ganha US$ 1 milhão em torneio exibição. Bom sinal?

Por Ivan Padilla 2 de Março de 2026 👁️ 0 visualizações 💬 0 comentários
João Fonseca ganha US$ 1 milhão em torneio exibição. Bom sinal?

Não valia nada. Ou melhor, valia um prêmio de US$ 1 milhão. O tenista brasileiro João Fonseca venceu neste domingo o MGM Slam, torneio-exibição disputado em Las Vegas, nos Estados Unidos, e levou para casa a bolada. A competição não distribuiu pontos para o ranking da ATP.

O torneio amistoso reuniu nomes grandes do circuito e foi disputada em formato mata-mata, em apenas um super tie-break, com todos os jogos no mesmo dia.

Fonseca começou a campanha nas quartas de final contra o francês Gael Monfils. Saiu atrás, reagiu bem e fechou o duelo por 10 a 6. Na semifinal, teve atuação dominante diante do russo Alexander Bublik, a quem venceu no ano passado na final do Challenger de Phoenix.

A decisão, em três super tie-breaks, foi mais equilibrada. Contra o americano Reilly Opelka, o brasileiro venceu o primeiro set por 10 a 6. Perdeu o segundo por 10 a 7. No tie-break decisivo, abriu vantagem cedo e confirmou o título com vitória por 10 a 5.

Semanas decisivas para João Fonseca

O triunfo pode servir como sinal positivo para as próximas semanas. Atual número 38 do mundo, o brasileiro de 19 anos entra em um período decisivo. Ele terá 255 pontos para defender no ranking nas quatro semanas seguintes. Esse volume equivale, na prática, a um título de ATP 250.

A maior parte desses pontos vem da campanha do ano passado, justamente no Challenger de Phoenix, onde somou 175 pontos. Ele também precisa defender a terceira rodada do Masters de Miami, que vale 50 pontos, e a segunda rodada de Indian Wells, que rende mais 30.

Fonseca pretende disputar novamente os três torneios. Só não jogará em Phoenix se avançar à segunda semana de Indian Wells, já que as datas se sobrepõem a partir do dia 10.

O cenário para o ranking é claro. Se tiver resultados fracos e não pontuar, o brasileiro pode sair do top 50. Hoje ele soma 1.240 pontos. Mas boas campanhas nos dois Masters americanos podem levá-lo novamente ao top 30 do mundo.

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