Jovem de 34 anos faturou quase US$ 300 mil com uma profissão que quase ninguém conhece
Utkarsh Amitabh não estava em busca de um novo emprego quando foi procurado pela startup de rotulagem de dados micro1 para integrar uma rede de especialistas humanos dedicados a treinar modelos de inteligência artificial.
Aos 34 anos, o empreendedor acumulava as funções de autor, professor universitário, fundador e CEO da plataforma global de mentoria Network Capital e doutorando na Saïd Business School, da Universidade de Oxford – além de ter um filho recém-nascido em casa. Ainda assim, aceitou o convite.
O que pesou na decisão, segundo Amitabh, não foi o salário, mas a "curiosidade intelectual". Hoje, ele ganha US$ 200 por hora e já faturou US$ 300 mil, incluindo bônus, desde o início do projeto, segundo CNBC Make It.
Fundada em 2022, a micro1 reúne 2 milhões de especialistas que treinam modelos de IA para grandes empresas, incluindo a Microsoft. Avaliada em US$ 500 milhões, a startup compete com nomes como Mercor e ScaleAI.
Daniel Warner, diretor de marketing da companhia, define essa rede como a espinha dorsal da qualidade dos nossos dados. "Os modelos de IA atuais já absorveram a maior parte do conhecimento disponível publicamente, e o verdadeiro progresso agora vem de especialistas da área que podem desafiar, refinar e, efetivamente, superar o modelo", explicou ele para CNBC Make It.
Quer estar entre os profissionais que faturam alto dominando inteligência artificial? Especialistas afirmam que saber usar IA é o que separa quem cresce de quem fica para trás no mercado atual. Em apenas quatro aulas, o Pré-MBA em Inteligência Artificial mostra como aplicar IA na rotina de trabalho com segurança e eficiência. Inscrições abertas.
A rotina dele ajuda a entender por que esse tipo de profissional vale tanto. Ele dedica 3 horas por noite à função – geralmente depois que a filha vai dormir – e atua sobre problemas complexos de negócios que devem ser decompostos em uma linguagem precisa o bastante para que "as máquinas entendam".
Quando o modelo erra ou se afasta dos parâmetros da pergunta, cabe a ele identificar onde o erro nasceu e ajustar os dados antes de novos testes. É um processo de tentativa e erro, explica ele, que pode levar várias horas até encontrar a solução. "É preciso ter imensa atenção aos detalhes", afirma.
O trabalho é bastante exigente, já que os modelos estão em constante aprimoramento e obrigam até especialistas a expandir sua base de conhecimento e habilidades de pensamento criativo.
A inteligência artificial está criando funções que pagam alto a quem sabe operá-la. Em apenas quatro aulas, o Pré-MBA em Inteligência Artificial mostra como aplicar IA na rotina de trabalho e se posicionar para as oportunidades que estão surgindo no mercado. Inscrições abertas.
Essa exigência reposiciona competências antes vistas como tradicionais – análise de problemas, clareza de raciocínio, capacidade de fragmentar questões complexas – como ativos centrais da era da IA.
Para ele, não se trata de substituir profissionais por máquinas, mas de remunerar quem sabe ensinar a máquina a pensar melhor.
Nenhum comentário disponível no momento.
Comentários
Deixe seu comentário abaixo: