Licença-paternidade poderá ser dividida: como funcionará a regra?
Após aprovação do Senado, a ampliação da licença-paternidade a partir de 2027 avança no processo legislativo. O projeto prevê que o benefício seja de 20 dias a partir de 2029. Com aumento, os trabalhadores também poderão dividir o afastamento em duas partes.
O texto segue para sanção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Como funciona o fracionamento da licença-paternidade?
A licença-paternidade poderá ser fracionada em duas partes.
A primeira deve representar, no mínimo, 50% do prazo. O afastamento também precisa ocorrer logo após o nascimento, adoção ou obtenção de guarda da criança.
A segunda parte do afastamento poderá ser cumprida em até 180 dias.
Estabilidade após a licença
O projeto também prevê estabilidade provisória para o trabalhador após a licença-paternidade.
Desde a comunicação ao empregador até um mês depois do período do benefício, o trabalhador não poderá ser desligado.
O objetivo da medida é evitar retaliações por conta do afastamento.
Quem tem direito à licença-paternidade?
A licença-paternidade é um direito assegurado para pais, independentemente da configuração familiar.
Para pais solo ou homoafetivos, a licença pode ser estendida para o prazo da licença-maternidade. Nestes casos, o afastamento pode ser entre 120 e 180 dias.
Novo calendário da licença-paternidade
O texto aprovado pelo Senado estipula que a licença-paternidade aumente a partir do próximo ano.
Em 2027, o prazo de afastamento deverá ser de 10 dias. Em 2028, uma nova ampliação eleva o período para 15 dias.
A partir de 2029, o prazo será fixado em 20 dias.
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