Lucro do Goldman Sachs cresce 24% no 1º trimestre com M&As e ações

Por Ana Luiza Serrão 13 de Abril de 2026 👁️ 0 visualizações 💬 0 comentários
Lucro do Goldman Sachs cresce 24% no 1º trimestre com M&As e ações

O Goldman Sachs abriu a temporada de balanços de grandes bancos com um resultado acima do reportado no ano anterior, impulsionado pela retomada de fusões e aquisições (M&A, em inglês).

A instituição reportou lucro líquido de US$ 5,63 bilhões no primeiro trimestre, com receita de US$ 17,23 bilhões. O lucro atribuível aos acionistas ordinários — que exclui o pagamento de dividendos de ações preferenciais e serve de base para o cálculo de rentabilidade — totalizou US$ 5,4 bilhões, com isso, o lucro por ação atingiu US$ 17,55 — avanço de 24% frente aos US$ 14,12 em igual período de 2025.

O principal motor do resultado foi a divisão de Global Banking & Markets, cuja receita atingiu US$ 12,74 bilhões, alta de 19% em um ano. Além disso, o total de ativos sob gestão chegou a US$ 3,65 trilhões.

As taxas de banco de investimento somaram US$ 2,84 bilhões, crescimento de 48%, refletindo "um aumento significativo no volume de M&As concluídos."

A área de Advisory, de consultoria, gerou US$ 1,49 bilhão, enquanto as emissões de ações (US$ 535 milhões) e de dívida (US$ 811 milhões) também contribuíram para o desempenho.

Operações com ações

Outro destaque veio das operações com ações. A receita com equities atingiu US$ 5,33 bilhões, alta anual de 27%, puxada pelo financiamento a clientes institucionais e maior atividade em produtos à vista.

Apesar do avanço, o próprio banco sinaliza cautela à frente. O backlog de taxas de banco de investimento "diminuiu ligeiramente em comparação com o final de 2025", indicando moderação na atividade nos próximos trimestres.

E a divisão de renda fixa, moedas e commodities (FICC, em inglês) gerou US$ 4,01 bilhões, queda de 10% em relação ao ano anterior.

O banco explicou que o resultado reflete "receitas líquidas significativamente menores em produtos de taxa de juros e hipotecas", além de menor desempenho em crédito, compensado em partes por ganhos em commodities e câmbio.

Pressão em crédito e digital

A divisão de private banking e crédito recuou para US$ 638 milhões, impactada por spreads menores em depósitos.

Além disso, as provisões para perdas de crédito subiram para US$ 315 milhões, ante US$ 287 milhões um ano antes, refletindo maior exposição a empréstimos corporativos.

"As provisões para o primeiro trimestre de 2026 refletiram principalmente o crescimento e as perdas relacionadas a empréstimos no atacado", detalhou o banco.

Já a unidade de Platform Solutions, no digital, segue como ponto de atenção. A receita caiu para US$ 411 milhões, frente a US$ 610 milhões no primeiro trimestre de 2025, impactada por ajustes negativos ligados à carteira do Apple Card.

Custos sobem, mas rentabilidade também

As despesas operacionais totalizaram US$ 10,43 bilhões, alta de 14% na comparação anual, acompanhando o aumento da atividade. Ainda assim, a rentabilidade permaneceu elevada, com retorno sobre o patrimônio (ROE) de 19,8%.

O banco também manteve retorno ao acionista, com US$ 6,38 bilhões distribuídos no trimestre, sendo US$ 5 bilhões em recompra de ações e US$ 1,38 bilhão em dividendos. O dividendo trimestral foi fixado em US$ 4,50 por ação.

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