Lula e Trump estão em momento de vulnerabilidade mútua, diz analista
Os presidentes Lula e Donald Trump não deverão fazer nenhum grande anúncio após a reunião desta quinta-feira, 7, pois ambos estão em momentos políticos difíceis, avalia Bruna Santos, diretora do programa de Brasil no think tank Inter-American Dialogue, sediado em Washington.
"Não espero nenhum grande anúncio, nem positivo nem negativo. É um momento de vulnerabilidade mútua", diz Santos, em conversa com a EXAME.
No Brasil, Lula teve derrotas recentes no Congresso, como o veto à indicação de Jorge Messias para o Supremo Tribunal Federal (STF), e vê um cenário de empate técnico na disputa pela reeleição.
Do outro lado, Trump busca saídas para encerrar a Guerra do Irã, iniciada por ele em fevereiro, e lidar com a alta do preço dos combustíveis, gerada pelo conflito.
Reunião cordial
Lula será recebido por Trump na Casa Branca na manhã desta quinta-feira, 7, em uma visita de trabalho. O governo brasileiro espera tratar de uma série de temas, incluindo minerais críticos, cooperações no combate ao crime e a redução de tarifas.
"Espero que seja uma reunião cordial, onde se fale de temas importantes. Estamos em um momento em que os Estados Unidos perceberam que precisam do Brasil para uma série de ativos estratégicos, especialmente minerais críticos", diz Santos.
"Por outro lado, o Brasil quer conter danos de ver os Estados Unidos intervindo de alguma forma na região e gerando ainda mais instabilidade com sustos tarifários", afirma.
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