Luxemburgo anuncia 50 milhões de euros ao Fundo de Florestas Tropicais e sede do braço financeiro

Por Sofia Schuck 5 de Junho de 2026 👁️ 0 visualizações 💬 0 comentários
Luxemburgo anuncia 50 milhões de euros ao Fundo de Florestas Tropicais e sede do braço financeiro

Grande aposta do Brasil na COP30 em Belém, o Fundo Florestas Tropicais para Sempre (TFFF) ganhou um novo aporte nesta sexta-feira, 5, no Dia Mundial do Meio Ambiente.

Luxemburgo anunciou uma contribuição de 50 milhões de euros ao mecanismo e confirmou que sediará seu braço financeiro, o Fundo de Investimento em Florestas Tropicais (TFIF).

A adesão foi oficializada durante o encerramento da primeira edição dos Dias Internacionais de Financiamento Climático de Luxemburgo, com a presença do ministro das Relações Exteriores do Brasil, Mauro Vieira, e ministros de Luxemburgo e Noruega.

Para o Ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, o avanço da iniciativa é um sinal de que o multilateralismo ainda funciona.

"O que começou como uma proposta brasileira está agora se tornando uma união verdadeiramente global", afirmou durante o evento.

O país europeu se junta a Noruega, Indonésia, França e Alemanha na coalizão em torno da iniciativa criada pelo Brasil e que já acumula mais de US$ 6,5 bilhões em investimentos. Durante a conferência climática em Belém, chegou a somar US$ 5,5 bi.

A contribuição luxemburguesa será feita entre 2026 e 2030, por meio do Fundo para o Clima e a Energia do país, com a intenção de manter aportes anuais a partir de 2030.

A escolha de Luxemburgo como sede do TFIF não é casual. O país tem um dos centros financeiros mais relevantes da Europa, e o ministro das Finanças, Gilles Roth, destacou que proteger florestas tropicais exige "soluções financeiras críveis e escaláveis" e não apenas compromissos políticos.

O TFFF foi lançado pelo presidente Lula na Assembleia Geral em Nova York e se consolidou a grande aposta brasileira para colocar valor econômico real na conservação florestal.

A proposta é remunerar países detentores de florestas tropicais pela sua preservação, com pagamentos de US$ 4 por hectare mantido em pé.

A expectativa é mobilizar US$ 125 bilhões ao longo do tempo, com financiamento misto de países desenvolvidos e em desenvolvimento e distribuição anual de dividendos entre investidores e países conservadores.

Um ponto que diferencia o fundo de iniciativas anteriores é o compromisso de destinar ao menos 20% dos pagamentos a povos indígenas e comunidades locais, reconhecendo seu papel histórico na proteção dos ecossistemas.

Segundo o primeiro Ministro do Luxemburgo, Luc Frieden, o país está constantemente se reinventando para enfrentar os desafios climáticos globais e apoiou a iniciativa desde a COP30.

"Nossa contribuição reflete nossa forte crença em soluções inovadoras e orientadas para resultados no combate às mudanças climáticas, juntamente com parceiros de todo o mundo", concluiu em nota.

1/10 Museu das Amazônias: espaço de cultura pensado para ser um dos principais legados da COP30. Foca temas como meio ambiente, preservação e mudanças climáticas (Museu das Amazônias: espaço de cultura pensado para ser um dos principais legados da COP30. Foca temas como meio ambiente, preservação e mudanças climáticas)

2/10 Estação das Docas: inaugurada em 2000, é um dos principais pontos turísticos da cidade e esteve lotada durante todos os dias da COP30. Reúne restaurantes e terminal de passageiros (Estação das Docas: inaugurada em 2000, é um dos principais pontos turísticos da cidade e esteve lotada durante todos os dias da COP30. Reúne restaurantes e terminal de passageiros)

3/10 Porto Futuro: área portuária transformada em polo cultural como um dos legados da COP30 (Porto Futuro: área portuária transformada em polo cultural como um dos legados da COP30)

4/10 (Nova Doca: parque linear inaugurado após a revitalização de um trecho de 1,2 quilômetro da Avenida Visconde de Souza Franco. O projeto inclui o tratamento de um dos tantos canais que cortam a cidade)

5/10 Mercado de São Brás: o prédio foi inaugurado em 1911, no auge do ciclo da borracha, e reformado para a COP30 (Mercado de São Brás: o prédio foi inaugurado em 1911, no auge do ciclo da borracha, e reformado para a COP30.)

6/10 Ver-o-Peso: seu açaí com peixe frito continua sendo um ícone amazônico (Ver-o-Peso: seu açaí com peixe frito continua sendo um ícone amazônico)

7/10 Ver-o-Peso: mercado símbolo de Belém, foi parcialmente reformado para a COP30 e foi um dos destinos preferidos dos visitantes durante a conferência (Ver-o-Peso: mercado símbolo de Belém, foi parcialmente reformado para a COP30 e foi um dos destinos preferidos dos visitantes durante a conferência)

8/10 Mercado de São Brás: reúne 80 espaços gastronômicos e é um novo point de paraenses e turistas (Mercado de São Brás: reúne 80 espaços gastronômicos e é um novo point de paraenses e turistas)

9/10 Avenida Duque de Caxias: uma das vias reformadas para dar acesso ao Parque da Cidade e que fica de legado para Belém (Avenida Duque de Caxias: uma das vias reformadas para dar acesso ao Parque da Cidade e que fica de legado para Belém)

10/10 Porto de Outeiro: localizado a 20 quilômetros do centro de Belém, foi reformado para receber grandes navios durante a COP30 e será um hub de turismo para a Amazônia (Porto de Outeiro: localizado a 20 quilômetros do centro de Belém, foi reformado para receber grandes navios durante a COP30 e será um hub de turismo para a Amazônia)

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