Magalu prevê pico de venda de televisores em maio: 'Copa já começou'
A menos de dois meses da Copa do Mundo de 2026, o Magazine Luiza (MGLU3) já vê o evento impulsionando as vendas, especialmente de televisores. De acordo com a companhia, "a Copa já começou no Magalu", como afirmou o CFO da varejista, Roberto Bellissimo, em entrevista à EXAME sobre os resultados do 1° trimestre.
Segundo o executivo, maio tradicionalmente é o principal mês de vendas de TVs antes do torneio, mas neste ano a expectativa da empresa é ainda mais forte, impulsionada pelo avanço das chamadas telas grandes. "Esse ano acreditamos que será a Copa da Tela Grande", disse.
A aposta acompanha o movimento do consumidor brasileiro. Segundo levantamento da MindMiners, 32% dos consumidores pretendem comprar uma televisão antes da competição.
Bellissimo aponta que aparelhos maiores ficaram mais acessíveis em relação à última Copa do Mundo, disputada há quatro anos, o que deve acelerar a demanda por modelos entre 65 e 80 polegadas, segmento em que o Magalu afirma ter participação relevante.
O CFO atribui parte dessa vantagem à estrutura logística da companhia, já que a entrega de televisores de grande porte, em uma operação que exige especialização.
"Você não pode entregar uma televisão de 65, 70, 80 polegadas nem de moto, nem de Fiorino", afirmou. "Ela tem que ser entregue com um caminhão pequeno e com um motorista e um ajudante, porque existe o risco de avaria".
Segundo o executivo, a companhia acredita que poderá ampliar ainda mais sua participação de mercado durante o evento.
Próximos balanços devem trazem o efeito Copa
Embora o impacto das vendas da Copa ainda não tenha aparecido diretamente nos resultados do primeiro trimestre, Bellissimo afirmou que os efeitos já começaram a ser sentidos no balanço por meio da formação de estoques.
A empresa antecipou compras para evitar riscos de falta de produtos e aumento de custos próximos ao torneio. Segundo o CFO, o movimento representou aproximadamente R$ 400 milhões em estoques adicionais. "Antecipamos compras da Copa do Mundo por conta daquele risco de falta de produto e aumento de custos", afirmou.
A expectativa da companhia é que o efeito mais forte apareça no segundo trimestre. Sem divulgar projeções oficiais, Bellissimo afirmou que o histórico das últimas Copas reforça a expectativa de aceleração nas vendas.
Nas edições de 2014 e 2018, o desempenho das lojas físicas e do e-commerce durante a Copa foi "muito superior" ao trimestre imediatamente anterior. E, segundo Bellissimo, maio já começou com vendas "super aquecidas" tanto no ambiente online quanto nas lojas físicas.
A previsão da empresa é que o pico de vendas aconteça entre maio e junho. Se confimada, a tendência é que a empresa reverta o prejuízo que marcou o resultado financeiro do 1° trimestre do ano.
Entre janeiro e março, o Magazine Luiza encerrou com um prejuízo líquido de R$ 33,9 milhões, revertendo o lucro de R$ 11,2 milhões registrado no mesmo período do ano passado. A deterioração foi de 402,7%. Considerando os efeitos não recorrentes, o prejuízo ajustado somou R$ 55,2 milhões.
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