Massa de ar polar intensifica frio a partir de quinta; confira a previsão do tempo
O Brasil entra em uma nova fase de frio intenso. Uma massa de ar polar avança pelo Centro-Sul do país a partir desta semana e deve provocar uma queda acentuada nas temperaturas entre quinta-feira (2) e sábado (4) de julho.
O sistema começa pelo Rio Grande do Sul, segue para Santa Catarina e Paraná e depois se espalha para Mato Grosso do Sul, São Paulo, Rio de Janeiro e parte de Mato Grosso.
O frio será sentido principalmente durante as tardes, quando as máximas despencam em relação ao início da semana.
Antes da chegada do ar mais gelado, o Sul do país ainda enfrenta temporais. Veja como fica o tempo em cada região nos próximos dias de acordo com dados do Inmet:
Antes do avanço do ar polar, a Região Sul ainda enfrenta instabilidade. Santa Catarina, o centro-norte do Rio Grande do Sul e o sul do Paraná concentram as condições mais favoráveis para temporais nos próximos dias, com risco de raios, rajadas de vento e queda isolada de granizo.
A chuva chega a uma região que já recebeu volumes expressivos nos dias anteriores, com acumulados que superaram 180 milímetros em municípios gaúchos e ultrapassaram 100 milímetros em cidades catarinenses e paranaenses.
Como fica o tempo nas capitais?
Em São Paulo, a virada do tempo deve ser sentida já na sexta-feira, com mínima próxima de 10°C e máxima que não deve passar dos 17°C.
No Rio de Janeiro, a chegada da frente fria reduz as temperaturas a partir de sexta, com máximas em torno de 19°C no sábado.
Porto Alegre tende a registrar uma
das tardes mais frias do ano, com máxima perto de 11°C e mínima de 3°C, além de sensação térmica ainda mais baixa nas primeiras horas do dia.
Curitiba também deve ter uma queda acentuada, com mínimas próximas de 6°C.
O que é massa de ar polar?
A massa de ar polar é uma grande porção de ar frio e seco que se forma em regiões de altas latitudes, próximas ao polo Sul, e se desloca para o continente sul-americano, segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet).
Esse tipo de sistema também costuma ser chamado de Massa Polar Atlântica ou Anticiclone Polar Migratório pela literatura meteorológica.
Ao avançar sobre o Brasil, esse ar gelado provoca quedas bruscas de temperatura, principalmente nas regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste.
O fenômeno costuma ser reforçado pela passagem de frentes frias, que organizam o avanço do ar polar e ajudam a intensificar o frio logo depois da chuva.
Quando o sistema é mais intenso, o efeito chega até a Região Norte, sobretudo a estados como Acre, Rondônia e o sul do Amazonas, em um fenômeno conhecido como friagem.
É comum ter massa de ar polar no inverno?
Sim. A chegada de massas de ar polar é um fenômeno típico do inverno no Hemisfério Sul, já que é nesse período que o continente antártico exporta com mais frequência o ar frio acumulado em direção a latitudes mais baixas.
O Inmet aponta o inverno como a estação mais associada a episódios de geada no Sul, no Sudeste e em Mato Grosso do Sul, além da possibilidade de neve nas áreas serranas do Sul e de friagens no Norte do país.
A frequência e a intensidade dessas massas de ar variam de ano para ano, de acordo com fatores como o El Niño e o La Niña.
Em anos de El Niño, como é o caso de 2026, a tendência é de ondas de frio mais espaçadas e menos intensas em boa parte do país, embora o fenômeno continue favorecendo mais chuva e instabilidade na Região Sul.
Mesmo em invernos considerados mais amenos, episódios pontuais de frio intenso seguem sendo esperados, especialmente nas primeiras semanas da estação, quando o choque entre o ar polar e o ar mais quente que ainda permanece sobre o país tende a ser mais brusco.
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