Melania Trump critica as alegações de conexão com Jeffrey Epstein e nega envolvimento no caso

Por Mateus Omena 10 de Abril de 2026 👁️ 0 visualizações 💬 0 comentários
Melania Trump critica as alegações de conexão com Jeffrey Epstein e nega envolvimento no caso

A primeira-dama dos Estados Unidos, Melania Trump, declarou nesta quinta-feira, 9, que não possui qualquer relação com o falecido financista Jeffrey Epstein, envolvido em crimes sexuais, e classificou como falsas as alegações que a vinculam ao caso. A manifestação ocorreu por meio de um comunicado na Casa Branca.

"Eu não sou vítima de Epstein", afirmou a primeira-dama dos EUA. "Epstein não me apresentou a Donald Trump. Eu nunca tive conhecimento dos abusos de Epstein contra suas vítimas. Eu nunca estive envolvida de forma alguma. Eu não participei."

"As mentiras que me ligam ao vergonhoso Jeffrey Epstein precisam acabar hoje", disse Melania Trump, ao criticar as acusações e afirmar que rejeita tentativas de prejudicar sua reputação.

No comunicado, a primeira-dama também solicitou ao Congresso a realização de uma audiência pública voltada às vítimas do caso. “Só então saberemos a verdade”, declarou.

Conexões de Melania com Epstein

A declaração ocorre após a divulgação de documentos relacionados a Jeffrey Epstein e sua cúmplice e ex-namorada Ghislaine Maxwell pelo Departamento de Justiça, incluindo um e-mail enviado por Melania em 23 de outubro de 2002. A mensagem, considerada cordial, fazia referência a uma reportagem sobre Epstein publicada pela revista New York Magazine.

O conteúdo do e-mail foi publicado na rede social X, em 10 de fevereiro, por parlamentares democratas do comitê. Na mensagem Melania escreveu: "Querida G! Como você está? Gostei da matéria sobre o JE na revista NY. Você está ótima na foto."

A primeira-dama afirmou que o conteúdo da mensagem deve ser interpretado como comunicação casual. "Minha resposta por e-mail para Maxwell não pode ser classificada como nada além de uma correspondência casual", disse. "Minha resposta educada ao e-mail dela não passa de uma nota trivial."

Ela também declarou que o primeiro contato com Epstein ocorreu em 2000, durante um evento no qual estava acompanhada de Donald Trump. "Na época, eu nunca havia conhecido Epstein e não tinha conhecimento de suas atividades criminosas", afirmou.

O que é o caso Epstein?

Durante as investigações sobre o tráfico sexual envolvendo Jeffrey Epstein e sua cúmplice e ex-namorada Ghislaine Maxwell, os procuradores federais reuniram milhões de documentos.

Os chamados "Arquivos de Epstein" contêm mais de 300 gigabytes de dados, incluindo documentos, vídeos, fotografias e gravações de áudio, todos armazenados no sistema eletrônico de gerenciamento de casos do FBI, denominado "Sentinel".

Esses registros incluem relatórios da investigação inicial conduzida pelo FBI em Miami, além de documentos da segunda investigação realizada pelo escritório do FBI em Nova York. Entre os documentos estão memorandos sobre apurações em andamento, possíveis alvos, locais a serem revistados, registros a serem solicitados por intimação, e centenas de páginas de "formulários 302", que são usados pelos agentes para registrar o que testemunhas, vítimas e suspeitos dizem em entrevistas.

Embora grande parte desses registros já tenha sido divulgada publicamente por meio de processos civis, do julgamento criminal de Maxwell e de reportagens, muitas figuras da mídia têm sugerido que o governo dos Estados Unidos ainda esconde informações cruciais sobre Epstein.

Várias versões dessa teoria da conspiração afirmam que a Casa Branca estaria encobrindo uma lista de homens poderosos envolvidos em crimes hediondos, conhecida como a "lista de clientes" de Epstein, que supostamente incluiria o nome de diversas pessoas influentes ligadas ao financista.

No entanto, a repórter Julie K. Brown, do Miami Herald, que possui as melhores fontes sobre o caso, já afirmou que "aqueles que trabalharam com o FBI no caso por décadas garantem que não há evidências de que Epstein tenha mantido um livro ou lista de clientes envolvidos em sua operação de tráfico sexual".

Além disso, a inclusão de um nome nos arquivos relacionados ao caso não implica, por si só, que a pessoa tenha sido acusada de qualquer crime.

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