Melhores celulares para criança: 5 modelos com controle parental e boa durabilidade
A tecnologia está cada vez mais presente na rotina das famílias e das crianças — seja para manter contato com os mais próximos ou fazer atividades escolares, por exemplo. Embora a Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) e o Governo Federal recomendem que menores de 12 anos não tenham um aparelho próprio, existem situações em que dar um celular para a criança vira uma questão de necessidade e segurança. Por isso, é importante escolher um modelo que ofereça controle parental e resistência física para aguentar o dia a dia.
No Brasil, existem opções que combinam acessibilidade, durabilidade, recursos de supervisão e preço acessível. Os modelos Android são compatíveis com o Google Family Link, que permite aos pais limitar tempo de tela e acompanhar a localização do aparelho. Para famílias que já usam o ecossistema Apple, há também uma opção com iOS e o recurso nativo Tempo de Uso. Além disso, independente do modelo, capas reforçadas e películas de vidro temperado são investimentos baratos que prolongam a vida útil do aparelho.
Celulares recomendados para crianças
O Galaxy A16 5G garante 6 anos de atualizações de sistema operacional e de segurança, o que significa que o aparelho pode receber versões do Android até por volta de 2030. Para um celular de criança, que muitas vezes passa de irmão para irmão, esse suporte prolongado reduz a necessidade de troca.
A tela Super AMOLED de 6,7 polegadas com resolução Full HD+ entrega cores vivas e contraste alto — superior ao padrão LCD presente nos concorrentes da mesma faixa. A taxa de atualização de 90 Hz torna a navegação mais fluida. A certificação IP54 protege contra poeira e respingos, o que dá uma margem extra de segurança para acidentes do dia a dia.
O processador dá conta de aplicativos educativos, redes sociais com supervisão e jogos leves como Roblox e Minecraft sem travamentos perceptíveis. A bateria de 5.000 mAh sustenta um dia inteiro de uso e aceita carregamento de 25 W. No Brasil, o modelo é encontrado a partir de R$ 800 em promoções.
Xiaomi Redmi Note 14
O Redmi Note 14 traz tela AMOLED de 6,67 polegadas com 120 Hz e proteção Gorilla Glass 5, que garante resistência a riscos e arranhões.
A câmera principal de 108 MP pode parecer excessiva para uma criança, mas pode ser um diferencial para trabalhos e atividades escolares. O processador Helio G99-Ultra com 8 GB de RAM roda jogos populares como Roblox e Minecraft com folga, além de lidar bem com multitarefa entre apps de estudo e entretenimento.
A bateria de 5.500 mAh é a maior entre os modelos desta seleção, com carregamento de 33 W — o que significa recarga mais rápida nos intervalos. A certificação IP54 garante resistência básica contra poeira e respingos. A Xiaomi promete 4 atualizações de Android para o modelo, que é vendido a partir de R$ 960 no Brasil.
Samsung Galaxy A06 5G
Para famílias que buscam o menor preço possível com o respaldo da Samsung, o Galaxy A06 5G é a entrada mais acessível do portfólio da marca com conectividade 5G. O aparelho roda a interface One UI 7.0 com suporte completo ao Google Family Link, o que ajuda a configurar o controle parental logo no primeiro uso.
A tela de 6,7 polegadas é LCD com resolução HD+ e taxa de 90 Hz, funcional para o uso básico. A certificação IP54 protege o aparelho contra poeira e respingos. A Samsung garante 4 anos de atualizações de sistema e segurança.
O processador Dimensity 6300 entrega desempenho suficiente para apps de mensagem, vídeo e jogos casuais. A bateria de 5.000 mAh com carregamento de 25 W segue o padrão da categoria. É encontrado a partir de R$ 600 no varejo online.
Motorola Moto G05
O Moto G05 se diferencia pelo software de controle familiar da própria Motorola. Além de ser compatível com o Google Family Link, o aparelho traz dois recursos próprios: o Moto Secure, que reúne configurações de privacidade em um painel único, e o Family Space, que permite criar um perfil dedicado para a criança com acesso restrito a apps e conteúdos previamente aprovados pelos pais.
A tela de 6,7 polegadas com painel IPS LCD alcança 1.000 nits de brilho, o que facilita o uso ao ar livre. A proteção Gorilla Glass 3 na frente e a certificação IP54 aumentam a resistência a quedas leves e respingos.
A câmera de 50 MP com IA e Night Vision atende a fotos do dia a dia. A bateria de 5.200 mAh promete até dois dias de autonomia em uso moderado. O ponto fraco é o carregador de 10 W incluso na caixa, que torna a recarga lenta. Preço aproximado no Brasil é de a partir de R$ 560.
Apple iPhone 13
Para famílias que já usam produtos Apple, o iPhone 13 é a porta de entrada mais acessível no ecossistema iOS. A vantagem prática está no Tempo de Uso, o controle parental nativo da Apple: pelo Compartilhamento Familiar, os pais configuram limites de apps, bloqueio de conteúdo por faixa etária e período de repouso (que desliga notificações e apps na hora de dormir) direto do próprio iPhone, sem instalar nada. A localização da criança aparece no app Buscar, integrado ao sistema.
Na construção física, o aparelho tem corpo em alumínio e vidro com certificação IP68 — proteção contra submersão em até 6 metros de profundidade por 30 minutos —, o nível mais alto de resistência à água. A tela OLED de 6,1 polegadas, no entanto, é menor que a dos concorrentes Android.
O chip A15 Bionic ainda entrega desempenho de sobra em 2026. Jogos, apps escolares e multitarefa rodam sem engasgos. O modelo é compatível com o iOS 26, e a expectativa é de suporte a atualizações ao menos até 2027. A câmera dupla de 12 MP grava em 4K e entrega resultados consistentes.
O ponto de atenção é o preço. O iPhone 13 custa mais que o dobro dos modelos Android desta lista, e usa conector Lightning (o USB-C chegou ao iPhone apenas na linha 15). Ele é encontrado a partir de R$ 3.000 em promoções (128 GB, novo). No mercado de usados em bom estado, os valores ficam entre R$ 2.300 e R$ 2.800.
Quanto tempo de tela é recomendado para crianças e adolescentes?
O Governo Federal publicou em 2025 o guia "Crianças, Adolescentes e Telas", com diretrizes alinhadas às recomendações da SBP e da Organização Mundial da Saúde (OMS). Na cartilha, há a relação entre idade e tempo de tela recomendado:
O uso acima desses limites está associado a problemas de sono, ansiedade, sedentarismo, dificuldade de concentração e irritabilidade. O guia também orienta que crianças não tenham celular próprio antes dos 12 anos. Quando os pais decidem antecipar essa idade por questões de segurança ou logística familiar, configurar o controle parental no aparelho é o primeiro passo.
Como configurar o controle parental no celular da criança?
Todos os modelos Android são compatíveis com o Google Family Link, disponível de graça na Play Store. Com ele, os pais podem definir limites diários de uso, aprovar ou bloquear downloads de apps, acompanhar a localização em tempo real e até bloquear o aparelho remotamente na hora de dormir.
Nos modelos da Motorola, o Family Space complementa o Family Link com um perfil exclusivo para a criança. Nos aparelhos Samsung, a integração com a conta Google e os recursos nativos da One UI tornam o processo de configuração direto.
No iPhone, o controle é feito pelo Tempo de Uso, recurso nativo do iOS que dispensa instalação de apps. Pelo Compartilhamento Familiar, os pais gerenciam limites, restrições de conteúdo e localização a partir do próprio iPhone. A configuração exige que pais e filhos usem dispositivos Apple — famílias com aparelhos mistos (pais com Android, criança com iPhone) têm controle remoto mais limitado.
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