Menos é melhor: 3 passos para parar de ser "ocupado" e começar a ser produtivo
Contrariando o ideal comum, fazer menos pode ser o caminho mais produtivo para alcançar melhores resultados. Segundo o estrategista de negócios Greg McKeown, o segredo é investir tempo em tarefas mais estratégicas, pois 20% dos esforços são responsáveis por 80% dos resultados
Essa ideia levantada por McKeown é baseada na filosofia do essencialismo guiada pelo princípio de que “menos é melhor”. A ideia ressalta que elencar prioridades é o melhor caminho para obter sucesso e resultados produtivos.
O livro A disciplina busca por menos, de Greg McKeown, propõe a aplicação do essencialismo para o cotidiano profissional. O autor descreve que muitos profissionais acabam sobrecarregados por não aplicar essa filosofia ao seu dia a dia.
Na obra, McKeown defende que atualmente os profissionais estão investindo energia em tarefas “inúteis” e que o esforço de dez tarefas, não trará dez resultados. Para exemplo prático, ele cita Warren Buffett, que não se tornou bilionário porque investiu tudo o que tinha de uma vez, mas porque soube aplicar nos investimentos certos.
Ocupado, mas não produtivo
No cenário atual, profissionais estão cada vez mais exaustos, chegam ao final do dia com a sensação de esgotamento e ainda assim sentem que não realizaram algo de fato produtivo.
Isso acontece porque, ao longo do dia, a energia foi gasta em pequenas tarefas que não resultaram em um avanço palpável. Para McKeown, isso se resume em tentar empurrar dez pedras ao mesmo tempo, ao final nenhuma se moveu de maneira perceptível.
Outro problema relatado pelo autor é o “sim constante”. Quando um bom funcionário mostra resultados e proatividade, mais tarefas são delegadas a ele, que por sua vez, aceita mesmo quando sabe que não são tarefas essenciais ou até mesmo da sua responsabilidade profissional.
Não saber impor esse limite é resultado de uma cultura em que negar passa a imagem de preguiça ou desinteresse. Sendo assim o “sim” para tudo resulta em exaustão física e mental, além do mau aproveitamento das reais competências de um bom funcionário.
Três E´s para o essencial
Para a aplicação do essencialismo ao cotidiano é proposta a mudança de mentalidade. Trocar a correria e a agenda lotada por uma estratégia produtiva, trabalhando no que realmente importa para obter bons resultados.
Para isso o autor propõe três passos
1. Explorar
Diferente do que parece, o essencialista não é alguém "fechado". Ele olha para mais opções do que as outras pessoas, mas com um filtro muito mais rigoroso. Ele explora muito para ter certeza de que, quando escolher, será a opção com o maior retorno possível.
2. Eliminar
Depois de achar o que é vital, é preciso dizer "não" para todo o resto. Isso é difícil porque envolve pressão social, mas é o que protege o seu tempo para o que realmente importa.
3. Executar
Para não trabalhar até a exaustão e usar apenas a força de vontade, o essencialista cria um sistema. Ele investe tempo removendo obstáculos e criando rotinas para que a tarefa importante seja feita quase de forma automática, com o mínimo de esforço.
Essencialismo: transformar foco em resultado
Em um cenário em que produtividade virou sinônimo de agenda cheia, a lógica do essencialismo aponta na direção oposta: fazer menos, com mais intenção. Essa mudança de mentalidade também é um dos pilares discutidos por quem toma decisões de alto impacto todos os dias.
É nesse contexto que a masterclass gratuita do Na Prática com Roberto Sallouti, CEO do BTG Pactual, ganha relevância. Ao longo da masterclass, Sallouti compartilha como líderes lidam com escolhas difíceis, pressão por resultados e a necessidade constante de foco no que realmente move o negócio — um paralelo direto com o princípio de investir energia nos “20%” que geram impacto real.
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