Mercado de tokenização brasileiro mais do que dobra em um ano e chega a R$ 3,8 bilhões
O mercado brasileiro de tokenização de ativos reais encerrou o primeiro trimestre com R$ 3,76 bilhões em emissões, em um crescimento de 121% na comparação com o mesmo período do ano passado. Os dados são da plataforma de análise de dados e inteligência em blockchain RWA Monitor.
Dentre essas emissões de tokens, o aumento mais impressionante foi o das ofertas privadas, que saíram de R$ 74,4 milhões para R$ 1,14 bilhão, o que representa uma alta de 1.427%.
O relatório destaca que a tokenizadora AmFi, sozinha, respondeu por R$ 1,07 bilhão em emissões privadas no primeiro trimestre.
Já as ofertas públicas inscritas na resolução 160 da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), que são voltadas a investidores qualificados e profissionais, somaram R$ 2,19 bilhões, em um avanço de 62% na comparação anual.
Por fim, as ofertas públicas realizadas conforme as regras de crowdfunding da Resolução 88 da CVM, com foco no investidor de varejo, totalizaram R$ 374,5 milhões, no que corresponde a um crescimento de 37% ante o primeiro trimestre de 2025.
“O avanço do mercado indica que a tokenização começou a migrar para operações financeiras de escala, especialmente em estruturas de crédito privado, antecipação de recebíveis, trade finance e produtos voltados ao mercado institucional, aproximando blockchain da infraestrutura tradicional do sistema financeiro”, afirmou em nota Rodrigo Caggiano, fundador e CEO do RWA Monitor.
O que é a tokenização
Tokenizar um ativo significa registrá-lo em uma rede de blockchain para distribuí-lo usando a tecnologia das criptomoedas e não o caminho tradicional do sistema financeiro. Na tokenização, é possível reduzir custos e tirar alguns intermediários da operação por conta da programabilidade dos contratos inteligentes, que permitem a troca de propriedade automática de um ativo quando ele é pago.
Debêntures, recebíveis securitizados, fundos e outros tipos de produtos financeiros de renda fixa e variável podem ser distribuídos de maneira tokenizada.
Hoje, a principal regra para ofertas públicas de tokens é a CVM 88, que incluiu este mercado no regulamento para operações de crowdfunding (financiamento coletivo) focando em tokens de recebíveis.
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