Meta ainda gasta US$ 83,5 bilhões com metaverso e mantém prejuízo trimestral de US$ 4 bilhões
A Meta voltou a registrar prejuízo bilionário em sua divisão de realidade virtual, a Reality Labs, que perdeu cerca de US$ 4 bilhões no último trimestre. O número, no entanto, deixou de ser exceção e passou a representar um padrão dentro da empresa.
Desde 2021, a unidade já acumula US$ 83,5 bilhões em perdas ao longo de 21 trimestres, com média de US$ 4 bilhões por trimestre.
A divisão é responsável por produtos como óculos de realidade aumentada, headsets de realidade virtual e softwares ligados ao conceito de metaverso, aposta estratégica da empresa nos últimos anos.
Apesar dos investimentos massivos, o retorno comercial desses produtos ainda não se consolidou, e o próprio interesse do mercado pelo metaverso esfriou desde o pico de atenção entre 2021 e 2022.
Os prejuízos recorrentes mostram que a iniciativa continua distante de gerar receita proporcional ao nível de investimento realizado.
Mesmo com as perdas, a Meta mantém capacidade financeira para sustentar o projeto. No primeiro trimestre, a empresa registrou lucro líquido de US$ 26,8 bilhões, alta de 61% em relação ao ano anterior.
A receita também cresceu, atingindo US$ 56,3 bilhões, avanço de 33% na comparação anual, impulsionada principalmente pelo negócio de publicidade digital.
Ainda assim, investidores demonstraram preocupação com a continuidade dos gastos elevados, especialmente diante da mudança de foco da empresa para inteligência artificial.
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