México amplia parceria com UE para reduzir dependência econômica dos EUA

Por Estela Marconi 22 de Maio de 2026 👁️ 0 visualizações 💬 0 comentários
México amplia parceria com UE para reduzir dependência econômica dos EUA

O México e a União Europeia devem assinar nesta sexta-feira, 22, a atualização de seu acordo comercial, em um movimento que busca ampliar o fluxo de comércio e reduzir a dependência econômica em relação aos Estados Unidos em meio à política protecionista adotada pelo presidente Donald Trump.

A modernização do tratado ocorre enquanto México, Estados Unidos e Canadá negociam a revisão do acordo de livre comércio da América do Norte, considerado estratégico para a economia mexicana.

A presidenta do México, Claudia Sheinbaum, afirmou nos últimos dias que o governo trabalha simultaneamente na preservação do tratado norte-americano e na abertura de novos mercados.

“É muito importante avançar na revisão do tratado com os Estados Unidos e o Canadá, fundamental, mas também estamos abrindo outros horizontes”, declarou Sheinbaum.

Atualmente, a União Europeia aparece como o terceiro maior parceiro comercial do México, atrás de Estados Unidos e China. O intercâmbio entre mexicanos e europeus somou US$ 94,6 bilhões no ano passado, valor bem inferior ao fluxo comercial mantido com os americanos.

Novo acordo reduz tarifas e amplia integração

A assinatura será realizada na Cidade do México durante a VIII Cúpula México-União Europeia, com participação da presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, e do presidente do Conselho Europeu, António Costa.

O tratado atualizado substitui o acordo atualmente em vigor desde 2000 e amplia a liberalização comercial entre as partes.

Segundo a chefe da diplomacia europeia, Kaja Kallas, a modernização permitirá reduzir barreiras ainda existentes em setores como agricultura, matérias-primas e serviços.

“Com este acordo, vamos conseguir eliminar as barreiras que ainda restam ao comércio e ao investimento”, afirmou Kallas na quinta-feira.

A aproximação comercial ocorre em um contexto de reorganização das cadeias globais de produção e de preocupação crescente com medidas tarifárias americanas.

A avaliação tanto em Bruxelas quanto na Cidade do México é que o fortalecimento do comércio bilateral pode ampliar a competitividade das duas economias e reduzir vulnerabilidades ligadas à dependência do mercado americano.

De acordo com autoridades europeias, o comércio entre México e União Europeia cresceu cerca de 75% na última década.

O novo acordo também deve ampliar oportunidades para exportações agroalimentares e investimentos, em um momento em que diversos países tentam diversificar parceiros diante do cenário de maior tensão comercial global.

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