'Michael' estreia com US$ 217 milhões e bate recorde global nas bilheterias
A cinebiografia “Michael”, sobre o cantor Michael Jackson, estreou nesta semana como um fenômeno global nas bilheterias. O filme arrecadou US$ 97 milhões nos Estados Unidos e US$ 217 milhões no mundo em seu primeiro fim de semana, estabelecendo o maior lançamento da história para uma biografia.
Dirigido por Antoine Fuqua ("Dia de Treinamento") e produzido pela Lionsgate, o longa superou com folga as expectativas iniciais, que apontavam para uma estreia nos EUA entre US$ 50 milhões e US$ 60 milhões. Ao longo da semana de lançamento, as projeções foram revisadas sucessivamente para cima.
O desempenho também ultrapassou recordes anteriores do gênero, como “Straight Outta Compton” (US$ 60 milhões na estreia) e “Bohemian Rhapsody” (US$ 51 milhões). Além disso, “Michael” registrou a segunda maior abertura de 2026, atrás apenas de "Super Mario Galaxy: O Filme".
Nos cinemas internacionais, o filme também teve forte desempenho, com estreia simultânea em 82 mercados e liderança de bilheteria em 64 deles. Em 63 países, bateu recordes de abertura para cinebiografias musicais.
O Brasil aparece entre os destaques globais, com o maior primeiro dia já registrado para uma produção hollywoodiana do gênero, superando a bilheteria tanto de "Bohemian Rhapsody" como de "Oppenheimer".
Sobre o que é 'Michael'?
O filme acompanha a trajetória do artista desde os tempos do grupo Jackson 5 até o auge da carreira solo.
A história do longa passou por mudanças durante a produção. Inicialmente, o roteiro incluía a dramatização de uma acusação de abuso sexual contra Jackson em 1993. As cenas foram removidas após produtores identificarem uma cláusula que impedia a representação do caso. Por isso, o filme termina durante a turnê “Bad”, em 1988.
O papel principal é interpretado por Jaafar Jackson, sobrinho do cantor, em sua estreia como ator. O elenco inclui ainda Colman Domingo e Nia Long, que vivem os pais do artista, Joe e Katherine Jackson.
Com orçamento próximo de US$ 200 milhões, “Michael” está entre as cinebiografias mais caras já produzidas. O valor foi dividido entre a Lionsgate, a Universal Pictures, que é responsável pela distribuição internacional, e pelo espólio de Michael Jackson.
Apesar das críticas negativas (com aprovação entre 29% e 40% no Rotten Tomatoes), o filme teve forte recepção do público. A nota da audiência chegou a 96% na plataforma, a maior já registrada para o gênero.
O longa também recebeu nota A- no CinemaScore e pontuações acima de 90% no PostTrak, com 85% dos espectadores dizendo que recomendariam a produção.
O filme também se destacou nas salas premium: cerca de 40% da arrecadação veio de telas IMAX e formatos de grande escala. Apenas o IMAX respondeu por US$ 13,8 milhões na América do Norte e US$ 24,5 milhões globalmente.
Mesmo com as controvérsias e críticas negativas, o desempenho nas bilheterias já posiciona “Michael” como um dos maiores sucessos recentes da indústria. A expectativa é que a arrecadação global ultrapasse US$ 700 milhões ao fim da exibição nos cinemas.
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