Ministério da Saúde começa a oferecer canetas emagrecedoras em hospitais federais via SUS

Por Mateus Omena 27 de Junho de 2026 👁️ 0 visualizações 💬 0 comentários
Ministério da Saúde começa a oferecer canetas emagrecedoras em hospitais federais via SUS

O Ministério da Saúde iniciou nesta sexta-feira, 26, em um hospital de Porto Alegre, um projeto-piloto para oferta de semaglutida, princípio ativo das chamadas canetas emagrecedoras, em hospitais federais pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

A iniciativa integra o estudo Real-Bari, que prevê a disponibilização gratuita do tratamento para 250 pacientes com obesidade grave, acompanhados pelo Grupo Hospitalar Conceição (GHC), na capital gaúcha.

O projeto ocorre em fase experimental e se insere na avaliação de novas terapias para uso no sistema público.

O tratamento é direcionado a pacientes que aguardam cirurgia bariátrica e que precisam reduzir peso para viabilizar o procedimento. O objetivo do estudo inclui a análise de efeitos clínicos, custos e viabilidade de incorporação da terapia ao SUS ao longo do tempo.

"O Brasil está sendo pioneiro na utilização desse medicamento no sistema público de saúde", destaca o ministro Alexandre Padilha. "Nesse primeiro momento, ela é muito importante para o diabetes e obesidade, mas pode se estender também a outras doenças crônicas e até mesmo para tratamento de cânceres".

Durante o acompanhamento previsto de dois anos, o estudo vai medir indicadores como perda de peso, qualidade de vida, resultados de exames, condições após procedimentos cirúrgicos e custos do tratamento. De acordo com o hospital, 91% dos pacientes com obesidade apresentam forma mórbida da doença, enquanto 47% possuem condições clínicas para realização de cirurgia bariátrica. A hipertensão aparece como a principal comorbidade associada.

Quem pode participar da pesquisa?

Para integrar o estudo, o paciente precisa estar em acompanhamento no GHC, ter diagnóstico de obesidade há pelo menos um ano e comprovar que o tratamento clínico tradicional, com dieta e atividade física, não apresentou resultado satisfatório por no mínimo dois meses.

Também é necessário que o participante consiga aplicar a medicação de forma autônoma ou conte com apoio de um cuidador.

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