Ministro do Trabalho vai à CCJ da Câmara debater fim da escala 6x1
O ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, participará nesta terça-feira, 10, de uma reunião da Comissão de Constituição e Justiça da Câmara dos Deputados para discutir propostas que tratam do fim da escala 6x1 no mercado de trabalho brasileiro.
O encontro está marcado para as 14h e atende a um requerimento do deputado Paulo Azi (União Brasil-BA), relator das propostas na comissão.
Antes de avançar no Congresso, o texto precisa passar pela CCJ. Depois dessa etapa, seguirá para análise em uma comissão especial e, posteriormente, para votação no plenário da Câmara.
Segundo Azi, a expectativa é que a votação no colegiado ocorra entre março e abril.
Governo trata tema como prioridade
O fim da escala 6 dias de trabalho para 1 de descanso é considerado uma pauta prioritária pelo governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Em pronunciamento no Dia Internacional da Mulher, no último sábado, Lula defendeu a mudança no modelo de jornada. Segundo o presidente, a medida poderia beneficiar especialmente mulheres que acumulam trabalho formal e tarefas domésticas.
“Muitas vezes é uma escala dupla. Por isso, é preciso avançar no fim da escala 6x1. Está na hora de acabar com isso para que as pessoas possam ficar mais tempo com a família, descansar e viver”, afirmou.
Propostas em discussão no Congresso
Uma das propostas em debate é a PEC apresentada pela deputada Erika Hilton (PSOL-SP) no início do ano passado.
Outra proposta que tramita em conjunto é do deputado Reginaldo Lopes (PT-MG), apresentada em 2019, que prevê a redução da jornada semanal para 36 horas ao longo de dez anos.
O governo tem defendido a substituição do modelo atual por uma jornada 5x1, com cinco dias de trabalho e dois de descanso.
Ao justificar o convite ao ministro, Azi afirmou que o debate deve incluir a viabilidade econômica da proposta, os custos operacionais para empresas, possíveis impactos na informalidade e eventuais políticas de proteção ao trabalhador.
O deputado também defende a realização de audiências públicas para aprofundar a discussão antes da votação das propostas no Congresso.
*Com O Globo
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