Busca por segurança digital para crianças bate recorde no Google em 2025

Por Paloma Lazzaro 12 de Março de 2026 👁️ 0 visualizações 💬 0 comentários
Busca por segurança digital para crianças bate recorde no Google em 2025

A presença de crianças na internet é uma das principais preocupações em muitos lares. O acesso na primeira infância mais do que dobrou em menos de uma década no Brasil, indo de 23% das crianças entre 3 a 5 anos em 2015 a 71% em 2024, de acordo com dados da Núcleo Ciência Pela Infância (NCPI).

Esse crescimento tem encontrado resistência normativa, como a opção de contas de WhatsApp gerenciadas pelos pais e responsáveis de menores de 13 anos, anunciada nesta quarta-feira, 11. A Lei nº 15.100/2025, que proibiu o uso de celulares em escolas brasileiras, foi outra iniciativa pensada em reduzir o uso de eletrônicos por menores de idade.

No Google, essa preocupação já se traduziu em buscas. Um relatório da empresa, enviado em exclusividade à EXAME, detalha as principais tendências de pesquisas sobre cibersegurança no país no último ano.

O termo "segurança digital" atingiu o nível mais alto de pesquisas em 20 anos no Brasil em 2025, e "family link" está sendo mais pesquisado atualmente do que em qualquer outro momento. "Como proteger o celular do meu filho" foi uma busca em ascensão (breakout) na categoria "como proteger" no Brasil em 2025. "Tablet para criança" e "laptop infantil" foram as principais tendências de busca para presentes infantis no Brasil em 2025.

Tópicos mais pesquisados no Google em segurança online

A discussão sobre segurança infantil na Internet existe há décadas, mas, no ano passado, ela ganhou ainda mais notoriedade no Brasil.

No dia 6 de agosto, o youtuber Felca publicou o vídeo "adultização". Com mais de 52 milhões de visualizações e quase 50 minutos de duração, o conteúdo expôs personalidades das redes sociais e algoritmos de plataformas que exploravam a imagem de crianças.

A comoção nacional foi tamanha que, menos de uma semana depois, uma CPI do Senado foi criada em reação direta à denúncia do youtuber para investigar influenciadores e plataformas digitais. O pedido foi formalizado com as assinaturas de 70 senadores.

Entre os influenciadores investigados estava Hytalo Santos, ponto focal de parte do vídeo de Felca, que no dia 15 de agosto foi preso preventivamente em Carapicuíba, em São Paulo. No início deste ano, ele foi condenado a 11 anos e 4 meses de prisão pela Justiça da Paraíba.

Além da repercussão criminal, o caso inspirou uma nova norma sobre segurança digital infantil, Lei 15.211/2025, conhecida como Lei Felca ou ECA Digital. Sancionada já em setembro de 2025, a legislação entra em vigor na próxima terça-feira, 17. Ela impõe regras rigorosas para plataformas digitais, incluindo verificação de idade, proibição de autodeclaração para menores de 18 anos e medidas de proteção contra conteúdos nocivos.

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