Moraes vota para rejeitar recursos de militares condenados por trama golpista
O ministro Alexandre de Moraes votou para rejeitar os recursos apresentados pelas defesas de sete réus do chamado "Núcleo 3" da trama golpista, grupo de militares apontado como responsável por planejar e preparar a execução do golpe que manteria o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) no poder.
Relator do caso na Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF), Moraes depositou o voto no plenário virtual. O julgamento começou na sexta-feira, 13, e segue até 24 de fevereiro.
Além de Moraes, integram a Primeira Turma os ministros Cristiano Zanin, Cármen Lúcia e Flávio Dino, presidente do colegiado. Os ministros podem pedir vista (mais tempo para análise) ou destaque (levar o caso ao plenário físico).
Em novembro do ano passado, a Turma condenou nove réus do Núcleo 3 e absolveu o general da reserva Estevam Cals Theophilo Gaspar de Oliveira por falta de provas.
Condenados e as respectivas penas
O coronel Márcio Nunes de Resende Jr., também condenado, e Ronald Ferreira tiveram as penas revistas para crimes mais brandos: associação criminosa e incitação pública de animosidade entre as Forças Armadas e os Poderes constituídos.
Os demais foram condenados por tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, dano qualificado, participação em organização criminosa armada e deterioração de patrimônio tombado.
Após as condenações, a Primeira Turma analisa agora os embargos de declaração — recurso da defesa que pede esclarecimentos sobre possível omissão, contradição, obscuridade ou erro material na decisão.
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