Morre Oscar Schmidt, uma das maiores lendas do basquete mundial
Morreu nesta sexta-feira, aos 68 anos, Oscar Schmidt, reconhecido como o maior jogador da história do basquete brasileiro e um dos maiores nomes do esporte mundial. Nascido em 16 de fevereiro de 1958, em Natal (RN), o ex-ala construiu uma carreira marcada por números extraordinários.
As informação foi confirmada pela assessoria de Oscar:
É com profundo pesar que comunicamos o falecimento de Oscar Schmidt, um dos maiores nomes da história do basquete mundial e uma figura de imenso significado humano e esportivo.
Ao longo de mais de 15 anos, Oscar enfrentou com coragem, dignidade e resiliência a sua batalha contra um tumor cerebral, mantendo-se como exemplo de determinação, generosidade e amor à vida.
Apelidado de “Mão Santa”, Oscar ganhou destaque ainda jovem ao se mudar para São Paulo, onde iniciou sua formação esportiva no Palmeiras. Rapidamente, seu talento o levou à Seleção Brasileira principal, pela qual atuou entre 1977 e 1996. Foram quase duas décadas defendendo o país, com participação em cinco edições dos Jogos Olímpicos — um recorde para o basquete masculino brasileiro — e a consagração como o maior pontuador da história da competição, com 1.093 pontos marcados.
O auge da carreira de Oscar com a camisa da seleção ocorreu em 1987, no Pan-Americano de Indianápolis. Naquele torneio, o Brasil conquistou a medalha de ouro ao derrotar os Estados Unidos em sua casa, com Oscar como protagonista da decisão. O feito é considerado um dos maiores da história do esporte brasileiro.
Com 49.973 pontos na carreira, Oscar Schmidt foi considerado o maior pontuador da história do basquete até 2024, quando foi ultrapassado pelo norte-americano LeBron James.
Disse não à NBA
Apesar de ter sido escolhido no draft da NBA pelo New Jersey Nets, em 1984, Oscar optou por não atuar na liga norte-americana. A decisão foi motivada pelas regras da época, que impediam atletas da NBA de defenderem seleções nacionais em competições internacionais. O jogador escolheu priorizar a seleção brasileira, abrindo mão da principal liga do mundo.
Grande parte da carreira profissional de Oscar foi construída na Europa, especialmente na Itália, onde atuou por 11 temporadas e se tornou o maior pontuador estrangeiro da história do Campeonato Italiano.
O reconhecimento veio também de forma institucional. Oscar Schmidt foi eleito um dos 50 maiores jogadores da história pela FIBA, entrou para o Hall da Fama da FIBA em 2010 e, em 2013, foi incluído no Basketball Hall of Fame, nos Estados Unidos, uma honraria reservada a figuras centrais da história do esporte.
Desafio fora das quadras
Fora das quadras, Oscar passou a enfrentar o desafio mais duro de sua vida a partir de 2011, quando foi diagnosticado com um tumor cerebral do tipo glioma. Desde então, enfrentou cirurgias, sessões de radioterapia, anos de quimioterapia e acompanhamento médico constante. O próprio ex-atleta tornou público o tratamento em diversas entrevistas, adotando um discurso direto e sem dramatização excessiva sobre a doença.
Em 2022, declarações de Oscar sobre a interrupção da quimioterapia geraram grande repercussão. Posteriormente, ele esclareceu que a decisão ocorreu por orientação médica após exames indicarem remissão da doença, e que seguiria apenas com acompanhamento de rotina. Na ocasião, afirmou ter “perdido o medo de morrer” e passado a valorizar ainda mais a convivência com a família.
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