Motta diz que Câmara vai votar acordo entre Mercosul e UE na próxima semana

Por André Martins 21 de Fevereiro de 2026 👁️ 0 visualizações 💬 0 comentários
Motta diz que Câmara vai votar acordo entre Mercosul e UE na próxima semana

O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), afirmou neste sábado, 21, que a Casa vai priorizar na próxima semana a votação do acordo entre Mercosul e União Europeia (UE), diante das incertezas comerciais provocadas pelos Estados Unidos.

A medida ocorre após o presidente americano, Donald Trump, anunciar a elevação da tarifa global de 10% para 15%.

Segundo Motta, a estratégia busca garantir previsibilidade nas relações internacionais do Brasil.

“Com as incertezas acerca da imposição de tarifas pelos Estados Unidos, resta ao Brasil lutar pela previsibilidade nas relações comerciais internacionais. Por isso, priorizaremos a votação do acordo Mercosul-UE para a próxima semana”, escreveu nas redes sociais.

O deputado Marcos Pereira (Republicanos-SP) foi designado relator da proposta que tramita na Câmara. Ex-ministro da Indústria, Comércio Exterior e Serviços, ele participou das negociações do tratado ao longo dos últimos anos.

O anúncio ocorre após Trump afirmar que elevará a tarifa global para 15%, em reação à decisão da Suprema Corte dos Estados Unidos que considerou ilegal o mecanismo usado pelo governo americano para aplicar as sobretaxas.

A medida amplia a incerteza sobre o comércio internacional e afeta países exportadores, como o Brasil.

O acordo Mercosul-UE foi enviado ao Congresso pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva no início deste mês.

O texto integra a lista de três prioridades legislativas do governo em 2025, segundo mensagem encaminhada ao Parlamento.

O tratado prevê a redução ou eliminação gradual de tarifas que alcançam mais de 90% do comércio entre os dois blocos.

O documento também estabelece regras comuns para bens industriais e agrícolas, além de dispositivos sobre investimentos e padrões regulatórios.

Para entrar em vigor no Brasil, o texto precisa de aprovação na Câmara e no Senado. Na Europa, o processo também enfrenta questionamentos.

O Parlamento Europeu decidiu no fim de janeiro submeter o acordo à análise da Justiça do bloco, o que pode prolongar o cronograma de implementação.

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