Mpox no Brasil: o que se sabe sobre os casos em 2026
O Rio Grande do Sul registrou o seu primeiro caso da doença viral Mpox neste ano. De acordo com a Secretaria Estadual da Saúde do estado, o homem é de Porto Alegre e testou positivo para a infecção.
O caso acende o alerta para a proliferação da doença, que surgiu em 2022 e teve queda de infecções ao longo dos anos, mas que, por conta da transmissibilidade, pode infectar mais pessoas.
Em 2022, a Mpox se espallhou para países em todos os continentes, o que levou a Organização Mundial da Saúde (OMS) a declarar uma emergência de saúde pública de importância internacional.
A detecção de novas variantes, como as identificadas neste ano no Reino Unido e na Índia, também preocupam autoridades de saúde.
Dados da OMS indicam mais de 100 mil casos confirmados no mundo desde o início do surto global em 2022.
No Brasil, segundo o painel do Ministério da Saúde, foram notificados 14.350 casos confirmados da doença desde 2022 no país. Apenas em 2026, já foram contabilizadas 46 infecções confirmadas, uma provável e 98 suspeitas. Os dados foram atualizados até a última quinta-feira, 19.
O que é a Mpox?
Mpox é doença zoonótica viral causada pelo mpox vírus (MPXV), do gênero Orthopoxvirus e família Poxviridae, o que significa que a transmissão para humanos pode ocorrer após contato com:
De acordo com o Ministério da Saúde, a transmissão ocorre principalmente no contato direto com a pessoa com erupções e lesões na pele ou através dos fluidos corporais, como a saliva, por exemplo, caso a pessoa infectada tenha úlceras, lesões ou feridas na boca.
A mpox possui os seguintes sintomas:
Ainda segundo o Ministério da Saúde, a doença geralmente evolui para quadros leves e moderados e pode durar entre 2 a 4 semanas.
O que é a nova cepa da Mpox em circulação?
A Organização Mundial da Saúde (OMS) anunciou a identificação de uma nova variante do vírus mpox em circulação no Reino Unido e na Índia na última semana
De acordo com a OMS, a cepa detectada consiste em uma versão recombinante formada pelos Clados 1b e 2b do vírus. No entanto, de acordo com a entidade, essa cepa só foi identificada nessas duas regiões até o momento.
“Devido ao pequeno número de casos encontrados até o momento, conclusões sobre a transmissibilidade ou a caracterização clínica da mpox causada por cepas recombinantes seriam prematuras, e continua se sendo essencial manter a vigilância em relação a esse desenvolvimento”, afirmou a OMS.
Brasil está preparado para um surto de Mpox?
Até o momento, o Ministério da Saúde adotou estratégias de controle que envolvem a identificação e isolamento de casos, rastreamento de contato, informação para a população e vacinação de grupos específicos em risco de exposição ou pós-exposição.
No material oficial da pasta, o Ministério da Saúde diz que a principal forma de proteção "é a prevenção".
"Assim, aconselha-se a evitar o contato direto com pessoas com suspeita ou confirmação da doença", informa.
O Ministério da Saúde também realiza a vacinação de pessoas com maior exposição e maior risco para formas graves da doença.
Em nota à EXAME, a pasta atualizou a situação epidemiológica. Confira abaixo na íntegra.
Em 2026, o Brasil registrou 48 casos de mpox, com predominância de quadros leves ou moderados, sem registro de óbitos: 41 em São Paulo, 3 no Rio de Janeiro, 1 no Distrito Federal, 1 em Rondônia, 1 em Santa Catarina e 1 em Porto Alegre. O Ministério da Saúde segue em monitoramento e trabalha em conjunto com a vigilância epidemiológica dos estados.
Em 2025, foram registrados no país 1.079 casos e 2 óbitos.
O país segue com vigilância ativa e resposta estruturada para a mpox e reforça que o Sistema Único de Saúde (SUS) está preparado para a identificação precoce, manejo clínico adequado e acompanhamento dos pacientes. As equipes de vigilância seguem monitorando e investigando os casos, com rastreamento de contatos pelo período de 14 dias, medida essencial para interromper possíveis cadeias de transmissão.
Pessoas com sintomas compatíveis com mpox, como erupções cutâneas, febre e linfonodos inchados, devem procurar uma unidade de saúde para avaliação clínica e informar histórico de contato próximo com casos suspeitos ou confirmados. Recomenda-se, sempre que possível, o isolamento até avaliação médica, além da adoção de medidas de higiene, como a lavagem frequente das mãos, para reduzir o risco de transmissão.
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