Musk x Altman: documentos mostram que CEO da OpenAI investiu bilhões em parceiras da empresa
Um documento apresentado nesta terça-feira, 13, no tribunal federal de Oakland, na Califórnia, mostrou que Sam Altman possui participações superiores a US$ 2 bilhões em 9 empresas que têm contratos comerciais com a OpenAI. Os dados vieram à tona no julgamento movido por Elon Musk, que pede US$ 150 bilhões em indenização e a destituição de Altman do cargo.
Entre as maiores posições está a Helion Energy, empresa que aposta na geração de energia por fusão nuclear, na qual Altman tem US$ 1,7 bilhão investido. A Stripe, gigante de pagamentos digitais, aparece logo atrás, com US$ 633 milhões. No portfólio, também aparecem as empresas farmacêutica Retro Biosciences, a fabricante de chips Cerebras, a desenvolvedora de dispositivos de IA Humane e mais.
O CEO, entretanto, não possui participação direta na OpenAI, avaliada em cerca de US$ 500 bilhões, e recebe salário anual de US$ 65 mil. A fortuna de US$ 4 bilhões está relacionada a investimentos feitos externamente ao trabalho na empresa dona do ChatGPT.
Em depoimento, Altman defendeu que seguiu os protocolos internos da empresa: outras lideranças participaram das tratativas e o conselho aprovou os termos finais, segundo a Reuters. No caso da Helion, o executivo revelou ter pedido ao conselho da OpenAI que conduzisse a avaliação de forma independente. Sobre a parceria com o Reddit, plataforma em que detinha ações avaliadas em mais de US$ 600 milhões no dia da abertura de capital (IPO), Altman afirmou que as negociações foram lideradas por outros executivos e aprovadas pelo conselho. “Havia outras pessoas comigo na sala. Este foi um procedimento padrão de recusa corporativa, amplamente discutido", disse o executivo.
A pressão não vem só do tribunal. Recentemente, 10 procuradores-gerais republicanos pediram à Securities and Exchange Commission (SEC) que examine os documentos da OpenAI antes de um eventual IPO. Na esfera legislativa, o Comitê de Supervisão da Câmara dos Representantes também entrou no radar: pediu à OpenAI que apresente documentos sobre como previne situações de conflito de interesse em sua cúpula.
Por enquanto, a OpenAI segue privada e não tem obrigação legal de abrir seus dados ao público, mas a pressão regulatória de múltiplas frentes sugere que esse conforto pode durar menos do que a empresa gostaria. Para Altman, essa é uma vantagem significativa para o julgamento, que tem argumentos finais previstos para esta quinta-feira, 15, quando os 9 jurados devem iniciar as deliberações.
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