'Não dá pra chamar Caiado de novidade', diz Haddad
O ex-ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT), disse que a candidatura de Ronaldo Caiado à Presidência, anunciada nesta segunda-feira, 30, pelo PSD, não traz uma grande novidade para a disputa.
"Não é uma novidade. É uma pessoa que disputou a eleição presidencial de 1989, o Caiado. Então, não dá para chamar ele de uma novidade", disse Haddad, durante o evento J.Safra Macro Day, em São Paulo.
"O discurso também não é novo. Mas haveria um espaço. O Brasil é um país muito aberto, do ponto de vista da ciência política", disse, sobre a possibilidade de uma terceira via na disputa.
Caiado disputará a Presidência da República com o atual presidente, Lula (PT), que busca a reeleição, e com Flávio Bolsonaro (PL). Os dois lideram as pesquisas de intenção de voto.
"Você tem dois blocos que têm líderes políticos com um apelo popular muito forte. De um lado, uma pessoa no terceiro mandato, com respeito da população. E no outro, um ex-presidente que perdeu a eleição, mas não perdeu o apoio político, e que lançou seu filho à Presidência da República", disse Haddad.
"O espaço para uma alternativa existe? Sempre existirá espaço, porque nós vivemos num país que dá muita oportunidade para alternativas", afirmou.
Ele deu como exemplo a candidatura de Pablo Marçal à Prefeitura de São Paulo em 2024. Em sua primeira disputa, Marçal chegou perto de ir para o segundo turno, segundo as pesquisas da época.
Plano de governo
Perguntado sobre seus planos para a disputa pelo governo do Estado de São Paulo, Haddad disse que ainda está montando seu plano de governo, que deverá ser anunciado até julho.
"Vamos apresentar nosso plano de governo no no devido tempo, até porque eu seria desrespeitoso se eu fosse dizer para as pessoas que eu tô convidando agora a ajudar a formular o que vai ser esse plano. Estou reunindo pessoas que eu acho altamente competentes nas diversas áreas", afirmou.
Haddad disse, ainda, que "falta ritmo" nas ações da gestão do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) e ressaltou que várias obras que estão sendo executadas no Estado receberam recursos federais, enviados pelo governo Lula.
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