‘Não é tendência, é realidade’: executiva com 32 anos de indústria explica por que mergulhou em IA

Por institucional 14 de Maio de 2026 👁️ 0 visualizações 💬 0 comentários
‘Não é tendência, é realidade’: executiva com 32 anos de indústria explica por que mergulhou em IA

Alexandra Motta construiu a carreira em ambientes industriais, multinacionais e altamente competitivos. Engenheira mecânica de formação, atua há mais de três décadas no setor industrial e passou por áreas como finanças, engenharia, operações, vendas e desenvolvimento de negócios.

Nos últimos 10 anos, ocupou posições de gerência geral, liderando operações, times e transformações em contextos complexos.

Foi dessa posição — a de uma executiva acostumada a decidir, desenvolver pessoas e entregar resultados — que ela decidiu voltar à sala de aula. Alexandra integrou a turma 8 do PIACC, Programa de Inteligência Artificial para C-levels, Conselheiros e Acionistas da Saint Paul.

A motivação foi entender com mais profundidade uma tecnologia que, segundo ela, deixou de ser promessa. “Não é uma tendência, é uma realidade”, afirma. Mais do que entender o avanço da inteligência artificial, Alexandra reforça a necessidade de desenvolver discernimento, ou seja,  a capacidade de fazer as perguntas certas, avaliar impactos e tomar decisões em um contexto cada vez mais complexo e dinâmico..

Por que uma executiva decidiu estudar IA

Para Alexandra, a inteligência artificial já influencia decisões de negócios e da sociedade. Mas acompanhar o tema por artigos, cases e discussões superficiais não era suficiente. Ela percebeu que, como líder, precisava sair da posição de observadora para compreender como a tecnologia poderia gerar valor de forma concreta.

“Eu falava de IA, opinava e discutia de uma forma muito superficial. Para mim, não era uma falta de letramento. Era falta de conhecimento”, diz.

A escolha pelo PIACC veio da necessidade de entender os limites, os riscos, os benefícios e as aplicações da IA na gestão. Mais do que aprender ferramentas, Alexandra buscava repertório para tomar melhores decisões.

O papel da IA na tomada de decisão

Depois do programa, a executiva passou a enxergar a IA para além do ganho de produtividade. A agilidade existe, mas não é o principal ponto.

Para ela, o maior benefício está na capacidade de absorver volumes maiores de dados, criar cenários, testar modelagens e avaliar implicações antes de transformar uma decisão em ação.

Antes, diz Alexandra, uma liderança podia trabalhar com três ou quatro cenários para uma questão estratégica. Hoje, com IA, é possível ampliar essa análise com mais velocidade e consistência.

“Antes eu tinha três, quatro cenários possíveis. Hoje trabalho com muitos mais cenários, que me permitem uma tomada de decisão melhor”, afirma.

O que o PIACC trouxe para a liderança

O PIACC, segundo Alexandra, ampliou sua visão sobre como a inteligência artificial pode ser incorporada aos negócios. O programa aborda temas como IA generativa, cultura de dados, ética, LGPD, cibersegurança, tecnologia nos conselhos e implementação de projetos.

Alexandra Motta, General Manager, Conselheira e Mentora em empresas multinacionais e multiculturais

Essa abordagem foi decisiva para que ela enxergasse a IA como agente transformador — e não apenas como ferramenta de uso cotidiano.

Outro diferencial, segundo ela, foi a diversidade da turma. Profissionais do mercado financeiro, serviços, conselhos, advocacia e ex-CEOs trouxeram discussões que conectaram tecnologia, negócios e pessoas a partir de diferentes setores e perspectivas

Liderança exige clareza e ambidestria

Alexandra acredita que a verdadeira transformação dos negócios acontece na capacidade de mobilizar, desenvolver e conectar pessoas em torno de um propósito comum, com clareza e confiança.

Ela defende uma liderança participativa, baseada em construção coletiva, coerência e clareza de objetivos. Para ela, não há time de alta performance sem compreensão real dos desafios, oportunidades e direção estratégica da empresa. Ao longo da carreira, Alexandra consolidou uma visão de liderança em que pessoas, cultura e alinhamento estratégico são elementos centrais da transformação dos negócios. “Hoje, não se constrói um time de alta performance sem clareza de propósito, direção e impacto. Times fortes querem saber por quê, para quê e para onde estão indo”, afirma.

Essa visão se conecta diretamente a uma competência que Alexandra considera essencial nas lideranças contemporâneas: a ambidestria organizacional — a capacidade de gerar resultados consistentes no presente enquanto se conduz a transformação necessária para construir um futuro mais competitivo e sustentável para as pessoas e os negócios.

“O grande desafio do líder é garantir a disciplina na execução de hoje e fortalecer o curto prazo com consistência, sem perder de vista a visão de longo prazo da organização, a evolução tecnológica, o desenvolvimento de competências e as transformações do mercado”, diz.

Tecnologia, negócios e pessoas

Desde que concluiu o PIACC, Alexandra afirma ter levado a discussão de IA para seu dia a dia profissional com mais profundidade. Um dos aprendizados foi entender onde é possível avançar internamente e onde é necessário buscar especialistas.

Temas como regulação, cibersegurança, ética e gestão de projetos mostraram que a adoção de IA exige cuidado, governança e responsabilidade. Para Alexandra, o valor da tecnologia está justamente em conectar negócios e pessoas, tornando a gestão mais efetiva e a tomada de decisão mais qualificada.

Aprendizado contínuo como responsabilidade da liderança

Depois de mais de 30 anos de carreira, Alexandra vê o aprendizado contínuo como parte central da alta liderança. Para ela, estudar IA não foi apenas uma atualização técnica, mas um exercício de humildade intelectual e abertura. Um período de aprendizado contínuo, trocas relevantes e discussões que iam muito além da teoria, conectando tecnologia, negócios e governança.

A experiência na Saint Paul também reforçou sua intenção de seguir aprofundando temas ligados a tecnologia, transformação, negócios e desenvolvimento de pessoas.

No fim, a escolha de voltar à sala de aula revela uma convicção que atravessa sua trajetória: liderar exige consistência, coerência e disposição para aprender antes de decidir.

Em um mundo em que a IA já faz parte da realidade dos negócios, ficar à margem deixou de ser opção.

A trajetória de Alexandra Motta mostra que, mesmo com mais de 30 anos de carreira industrial, líderes precisam entender a IA para tomar decisões mais estratégicas e confiantes. O PIACC da Saint Paul conecta tecnologia, negócios e aplicação prática, preparando executivos para transformar dados em decisões de impacto real. Descubra como levar a inteligência artificial para o centro da sua liderança.

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