Não vamos perder competitividade, diz Alckmin sobre a tarifa de 10% de Trump

Por Luiz Anversa 21 de Fevereiro de 2026 👁️ 0 visualizações 💬 0 comentários
Não vamos perder competitividade, diz Alckmin sobre a tarifa de 10% de Trump

Em coletiva realizada nesta sexta-feira, 20, o presidente em exercício, Geraldo Alckmin, falou que o Brasil não vai perder a competitividade com a nova tarifa global de 10% anunciada pelo presidente dos EUA, Donald Trump.

O ato foi uma resposta à decisão da Suprema Corte dos EUA de considerar ilegais as tarifas impostas por Trump em abril do ano passado. Para a Justiça dos EUA, questões tarifárias são prerrogativas apenas do Congresso do país.

O ministro do Desenvolvimento disse que o Brasil era um dos países mais prejudicados com a fórmula tarifária "10+40" - 10% globais mais a sobretaxa de 40% anunciada meses depois por Trump.

Alckmin lembrou na coletiva de imprensa que o Brasil já vem passando por um bom momento no comércio global em razão da queda das tarifas dos EUA. "As taxas já estavam tendo uma redução, fruto das conversas diplomáticas".

Efeitos do tarifaço no Brasil

Geraldo Alckmin afirmou que, no início do tarifaço de Donald Trump, 37% das exportações brasileiras estavam sendo oneradas, número que caiu agora para 22%. "O momento abre oportunidades para investimentos recíprocos. A negociação e o diálogo continuam", falou. Segundo ele, "abriu-se uma avenida para um comércio mais pujante".

Alckmin falou na coletiva que a seção 232 - que determina os efeitos das importações de quaisquer artigos sobre a segurança nacional dos EUA - não foi atingida pela nova taxa anunciada por Trump. Isso inclui aço e alumínio, dois dos produtos mais estratégicos do Brasil na relação comercial com Washington. "Vamos ter desdobramentos jurídicos. Muitas dúvidas ainda existem", disse ele.

Trump anuncia nova tarifa global de 10% após derrota na Justiça

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse que buscará outros caminhos legais para impor as tarifas de importação sobre outros países, após a Suprema Corte decidir que ele aplicou as taxas de modo inconstitucional. Ele também disse que vai impor uma nova tarifa global de 10% a todos os países.

"Outras alternativas serão usadas agora para substituir aquelas que a corte incorretamente rejeitou", afirmou, em entrevista coletiva. "Os [outros] países estão dançando agora, mas não dançarão por muito tempo", afirmou.

"Inúmeras outras leis federais autorizam o presidente a impor tarifas e poderiam justificar a maioria das tarifas emitidas, senão todas. Essas leis incluem a Lei de Expansão Comercial de 1962, a Seção 232, a Lei de Comércio de 1974, seções 122, 201 e 301, e a Lei Tarifária de 1930, seção 338. Mas é um processo um pouco mais longo", disse.

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