Nova tecnologia é capaz de remover pedra nos rins sem cirurgia
Cientistas desenvolveram uma nova tecnologia com minirrobôs que são capazes de dissolver pedras nos rins e evitar procedimentos invasivos, como a cirurgia, para removê-las. Por enquanto, a técnica está em fase experimental.
Nos testes laboratoriais, os minirrobôs conseguiram reduzir 30% da massa dos cálculos renais em cinco dias.
A nova metodologia representa um avanço para os tratamentos não invasivos. Ela poderá ser usada principalmente por pacientes crônicos que têm pedras nos rins de forma reincidente.
Etapas da remoção das pedras nos rins sem cirurgia
Antes de serem inseridos no corpo, os minirrobôs são abastecidos com uma enzima chamada urease.
Após finalizar a tarefa, os minirrobôs podem ser expelidos na urina ou com ajuda de ímãs internos, semelhante ao que é feito para movimentá-los.
Como os minirrobôs dissolvem as pedras nos rins?
Para dissolver as pedras, os minirrobôs utilizam a urease para alcalinizar a região, ou seja, tornar menos ácida.
Os pesquisadores observaram que urinas com pH entre os níveis 6 e 7 são ideais para dissolver as pedras.
Os minirrobôs possuem 1 milímetro de espessura e 12 milímetros de comprimento.
Eles são inseridos através de um cateter na bexiga e guiados por ímãs externos, explica a engenheira biomédica da Universidade de Waterloo, no Canadá, Veronika Magdanz.
Isso é bastante realista, porque precisamos apenas de uma força magnética pequena para mantê-los no lugar. Os robôs são muito sensíveis ao campo magnético e também são flexíveis, então não causariam dor.
Em quanto tempo as pedras nos rins são dissolvidas?
Cada pedra tem um tamanho diferente, por isso o tempo para dissolvê-la pode variar.
O processo pode levar de alguns dias a algumas semanas até que o cálculo se dissolva o suficiente para ser eliminado.
Vale ressaltar que, até os 4 milímetros, as pedras são eliminadas naturalmente pela urina.
Técnica em fase de testes
Antes da aplicação clínica, a técnica ainda precisa passar por mais testes, aprovação regulatória e conseguir investimento financeiro.
Precisamos realizar estudos in vivo para verificar possíveis respostas inflamatórias.
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