Novo data center submarino em Xangai usa água do mar para resfriamento
O centro de dados submarino de Lingang, em Xangai, iniciou operações com fornecimento direto de energia eólica offshore e sistema de resfriamento por água do mar.
Segundo a CCTV News, a estrutura foi instalada entre 10 e 15 metros de profundidade e registra PUE (uma métrica padrão global que mede a eficiência energética de um data center, calculada dividindo a energia total da instalação pela energia usada pelos equipamentos) inferior a 1,15, índice abaixo da média de data centers terrestres.
A iniciativa responde ao aumento da geração de dados impulsionado pela digitalização da economia. Como resultado, cresce a demanda por capacidade de processamento e armazenamento, o que pressiona o consumo de energia.
Em centros tradicionais, a operação depende de sistemas de refrigeração que utilizam água doce e equipamentos de alta carga elétrica.
Além disso, regiões com maior atividade econômica concentram maior volume de dados e exigem mais servidores.
No Delta do Rio Yangtzé e em outros polos urbanos da costa leste chinesa, a limitação de energia disponível dificulta a instalação de grandes estruturas em terra. Nesse contexto, o uso do leito marinho surge como alternativa para expansão da infraestrutura digital.
O centro de Lingang utiliza a temperatura média da água do mar, em torno de 15 °C, como mecanismo de resfriamento. Dessa forma, dispensa o uso de água doce e reduz a necessidade de sistemas convencionais de climatização.
Outro ponto envolve o fornecimento de energia. Enquanto data centers terrestres dependem de transmissão elétrica a longas distâncias, o projeto submarino recebe energia de um parque eólico offshore próximo, o que reduz perdas na rede.
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